Lucro do Santander cresce 25% no 1º trimestre

O Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial de R$ 2,859 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que mostra um crescimento de 25,4% em relação ao mesmo período de 2017. A cifra exclui itens extraordinários. Em termos societários, o lucro foi de R$ 2,820 bilhões, alta de 54,6% em relação ao apresentado nos três meses iniciais do ano passado. O resultado gerencial superou a média das projeções de analistas consultados pelo Valor, que indicava um lucro de R$ 2,689 bilhões.

Com o resultado, o Brasil contribuiu com 27% do lucro global do banco. A subsidiária gerou um retorno ajustado sobre o patrimônio líquido anualizado de 19,1%, com alta 3,2 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2017.

O impacto da queda da Selic ainda não impactou a margem financeira, que aumentou 14,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017 e alcançou R$ 10,163 bilhões entre janeiro e março. Os spreads nas operações de crédito voltaram a subir, chegando a 10% no primeiro trimestre, ante 8,9% no mesmo período de 2017 e 9,7% no quarto trimestre. Segundo o banco, a melhora na margem se deu pela expansão das operações de crédito e das receitas com atividades de mercado, especialmente tesouraria.

A carteira de crédito incluindo avais e fianças somou R$ 353,920 bilhões em março – alta de 8,7% em relação ao mesmo período de 2017 e de 1,7% ante dezembro. A expansão se deu principalmente nos segmentos de pessoa física e financiamento ao consumo, com alta anual de mais de 21%. A carteira de pequenas e médias empresas cresceu 5,6%, enquanto a de grandes encolheu 6,5%. O banco tem privilegiado operações com famílias e empresas de menor porte, cujos spreads são mais altos.

A inadimplência (atraso superior a 90 dias) representava 2,9% da carteira no fim do primeiro trimestre. O número recuou 0,3 ponto em relação a dezembro e ficou estável na comparação com março de 2017. A taxa de calotes de pessoa jurídica diminuiu 0,5 ponto em relação ao fim de 2017, para 2%. A de pessoas físicas se manteve em 3,7%.

As despesas líquidas com créditos de liquidação duvidosa (PDD) surpreenderam ao subir 17,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2017 para R$ 2,652 bilhões – além do crescimento na carteira, houve um menor volume de recuperações. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, as despesas com PDD recuaram 0,1%.

Também contribuiu para o resultado a alta de 11,5% nas receitas de serviços e tarifas bancárias, que totalizaram R$ 4,134 bilhões entre janeiro e março.

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