A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou dois projetos que alteram a vida das escolas e dos estudantes dos ensinos infantil, fundamental e médio. Um deles aumenta para 960 horas a atual carga mínima de 800 horas (20% a mais) para os níveis infantil, fundamental e médio. Votado em caráter terminativo, o texto não terá de ir ao plenário e deve seguir imediatamente para a Câmara dos Deputados. Se aprovado, o projeto vai à sanção presidencial e, só então, começa a contar prazo de dois anos para entrar em vigor.
Também em caráter terminativo foi aprovado o projeto de lei que aumenta a exigência quanto à presença do aluno nas aulas do ensino fundamental. A frequência mínima será aumentada de 75% para 80%, como exigência para a aprovação dos estudantes desse nível escolar. Caso o aluno tenha de se afastar por motivo de saúde, a apresentação de atestado médico garantirá o direito de fazer segunda chamada, sem abonar as faltas.
O aumento da carga horária nas escolas vai significar, na prática, a ampliação dohorário em que a criança e os jovens ficarão na escola em 40 minutos por dia letivo. O mesmo aumento pode ser aplicado com o acréscimo de 40 dias de aulas no calendário letivo. O autor do projeto, senador Wilson Matos (PSDB-PR), justificou as mudanças como maneira de enfrentar a insuficiência dos conteúdos oferecidos aos alunos, em termos qualitativos e em quantitativos. Ele argumenta que o aumento da carga horária pode viabilizar a qualificação e a ampliação dos conteúdos trabalhados em aula e, com isso, tornar mais eficaz "a construção da competência dos alunos".
É fora de dúvida que o Brasil precisa começar logo um esforço para acelerar o processo de resgate da qualidade do ensino, especialmente nas fases que antecedem ao ingresso do estudante na universidade. Estudos recentes com base em dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constataram que o Brasil ocupa o último lugar num ranking de 36 países classificados conforme a proporção de adultos com curso universitário em relação à população. Enquanto a média nos países estudados é de 28%, apenas 11% dos brasileiros com mais de 24 anos têm graduação acadêmica. Especialistas brasileiros foram unânimes em detectar o problema nas deficiências do ensino médio público.
Aprovados sem um debate com as partes, ambos os projetos podem virar pó. Para começar, as escolas particulares tenderão a ficar ainda mais distantes das famílias menos abastadas, já que mais carga horária significará custo a ser transferido para as mensalidades. E, nas escolas públicas, que remuneram mal o professor para a carga atual, não se sabe de onde virão verbas para a contratação de mais gente ou para pagar pela hora a mais. É correta a exigência de frequência no ensino fundamental e mesmo no médio. Mas o autor talvez não saiba que a maioria dos municípios brasileiros não dispõe de médico para dar um atestado. Ou seja, nem mesmo a urgência de melhorar a qualidade do ensino no Brasil consegue respaldar iniciativas que, apesar de inequívoca boa intenção, têm tudopara esbarrar na realidade
"Na natureza nada se cria..." Paulo Salles Cavalcanti, Economista
O homem é chegado a um espetáculo e isso não é de hoje. Nos tempos de Cristo aqui na terrinha, lideres religiosos de então, lhes pediram um sinal do céu (Mateus:16:1-4). Queriam um espetáculo mas Cristo não estava ali para isso. Embora tenha curado enfermos, repreendido a natureza, ressuscitados mortos, para que viessem o seu poder e que era o Filho de Deus, não foi para isso que veio. Herodes também queria um sinal (Lucas:23:8-9). Não foi atendido. Simão, o mágico, foi mais além. Quando viu descer o Espírito Santo pela imposição de mãos dos apóstolos nos que haviam crido, quis comprar aquela "mágica".(Atos: 8:18-24). Igrejas têm atraído milhares pela forma como cultuam. O culto virou espetáculo. Bandas gospel, muita música, cantores em histeria e levando consigo a plateia.
As igrejas mais conservadoras são discriminadas. O equilíbrio é o ideal. É isso que os homens querem: o espetáculo. A televisão brasileira e certamente que a de outros países deram uma cobertura nunca vista ao casamento do chamado Príncipe da Inglaterra. A propagação do espetáculo. Dá público, visibilidade. E os inúmeros comentários sobre o vestido, o chapéu, o sapato, quem ficou de fora, etc, ainda vai durar muito. Quanta futilidade. Mas os homens são assim e isso é o resultado de viverem à sua maneira e terem abolido Deus de suas vidas. Nada contra a "realeza" e o seu casamento.
Alegrou-me ver que a semente dos reformadores ainda se faz presente, trazendo alguma influência. Obviamente que o brutal assassinato do brasileiro, confundido no metrô como sendo um terrorista, pela polícia inglesa, não teve o mesmo destaque. Ficou por isso mesmo. Ou melhor, os ditos policiais foram condecorados. O governo brasileiro tomou uma atitude de omissão por interesses outros. Como esquecer que a minha filha adolescente, de apenas 15 anos, fazendo um curso de inglês em Londres, foi agredida em um ponto de ônibus, tendo perdido os sentidos. Se coloquem no lugar de um pai à distância.
Um outro amigo, fanático pela Inglaterra, sabedor de tudo sobre a cultura inglesa e a história da realeza britânica, estava em situação irregular e foi deportado num navio cargueiro. Ai do brasileiro no exterior que precisar de alguma ação do nosso governo para resolver problemas que envolvam questões diplomáticas. Não sei se é subserviência ou resquícios do período em que fomos explorados pela realeza portuguesa. Se o sepulcro está caiado, não importa como está por dentro. Importa o que enche a vista. Mas se é espetáculo que querem, um está reservado para os últimos dias: Cristo voltando sobre as nuvens à vista de todos os olhos, com glória. Não vejo a hora disso acontecer.
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Edição de quinta-feira, 5 de maio de 2011
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