Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de quinta-feira, 17 de março de 2011
Escola funciona com esgoto a céu aberto
Ministério Público realizou inspeção em unidade, no bairro da Torre, e encontrou irregularidades
Priscylla Meira // priscyllameira.pb@dabr.com.br
O papel da escola é oferecer qualidade de ensino e uma boa estrutura física aos estudantes, que estimule o processo de aprendizado, mas os 336 alunos que estudam na Escola Estadual de Educação Infantil e Ensino Fundamental Padre Dehon, no bairro da Torre, encaram uma realidade muito distinta da ideal. Apesar de ser uma necessidade básica para qualquer ser humano, não há água potável nos bebedouros da escola e os estudantes precisam tomar água da torneira para matar a sede. A irregularidade foi detectada durante uma fiscalização realizada na instituição pela promotora da Educação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Fabiana Lobo.
Unidade foi inspecionada pela promotora de Justiça, Fabiana Lobo. Foto: Rafaela Tabosa/ON/D.A Press.
Na área onde funciona a instituição, as salas de aula dividem espaço com o esgoto à céu aberto e uma fossa, que já apresentava problemas desde o ano passado, quando cedeu com as chuvas do mês de janeiro, oferecendo riscos aos estudantes. De acordo com a diretora da escola, Eliane Gonçalves, os Bombeiros estiveram no local na última semana e pediram que a área fosse isolada. "Cercamos a fossa com uma rede de vôlei e deixamos um funcionário de plantão na hora do intervalo", contou a diretora, que informou que a Secretaria de Estado da Educação (SEE) já tem conhecimento sobre as irregularidades detectadas na escola.
"As paredes da escola estão tomadas por cupins e uma sala, que servia como depósito para livros, precisou ser desocupada. Nem o quadro de professores está completo e os alunos ainda não estão tendo aula de educação física".
A promotora da Educação disse que não vai pedir a interdição da escola, mas informou que marcou uma audiência com a diretoria da instituição e membros do Conselho Escolar e da Secretaria de Educação. "As aulas não vão ser paralisadas, mas é preciso que se tome medidas emergenciais para que a escola continue funcionando. Vamos solicitar água potável para os alunos e reparos no terreno da escola, que está com esgoto à céu aberto", disse.
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