Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de quinta-feira, 2 de setembro de 2010
PB tem 4ª maior média de mortalidade infantil
Pesquisa do IBGE aponta também que expectativa de vida dos paraibanos ainda é baixa, em relação a outros estados
Rafael Oliveira // rafaeloliveira.pb@dabr.com.br
Pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que quando se fala em desenvolvimento sustentável a Paraíba ainda necessita de melhorias importantes. Os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010) - publicação que reúne levantamentos feitos por ministérios, conselhos, associações e fundações de todo o Brasil, entre 2008 e 2009 - revelaram, por exemplo, que de cada mil crianças nascidas em cidades paraibanas, 36,5 morrem. Um índice que coloca o estado no quarto lugar do ranking nacional, ficando atrás apenas de Pernambuco (37,1), Alagoas (48,2) e Maranhão (37,9). A média nacional é de 23,3 crianças mortas para cada mil nascidas.
Dados do IBGE mostram situação social dos paraibanos Foto:Arquivo/ON/D.A Press
Na análise da taxa de fecunidade total - que representa o número médio de filhos nascidos vivos que uma mulher teria até o fim do período de reprodução - a pesquisa revela que a média paraibana fica bem acima da média nacional. Na área rural da Paraíba, a média é de 3,45 filhos, enquanto que na área urbana é de 2,48 filhos por mulher. A média nacional é de 1,75 para a população urbana, e 2,40 filhos para mulheres que residem na área rural.
Com uma média nacional de expectativa de vida de 73 anos, o tempo de vida dos paraibanos está longe de ser considerado bom, com 69,4 anos. O estado da Paraíba ficou entre os cinco estados brasileiros com pior expectativa de vida, perdendo para o Maranhão, com 68, Piauí com 69,3, Pernambuco com 68,7 e Alagoas, com 67,2 anos. O estado de Santa Catarina, apresentou a melhor expectativa de vida, com uma média de 75,5 anos.
A disparidade é grande quando o assunto é rendimento mensal. Os trabalhadores paraibanos recebem um valor bem longe da média nacional. Enquanto no Brasil se recebe cerca R$ 1.019, na Paraíba o rendimento médio é de R$ 713. Neste quesito, o estado está entre os sete piores. O pior rendimento está concentrado no Maranhão, com R$ 588, e a região com os melhores salários está no Distrito Federal, com R$ 2.177. A diferença salarial entre homens e mulheres no Estado é grande: Enquanto a média entre os homens é de R$ 949, as mulheres recebem R$ 576. A população branca tem salário médio de R$ 924, enquanto que os pretos e pardos recebem R$ 590.
Questão indígena
A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) incluiu dados sobre o tamanho da população indígena e a quantidade de parques e terras indígenas com processo de reconhecimento oficial finalizado. Na área de 5.643.984 hectares da Paraíba, 26.271 são reservados para parques e terras indigenas homologados, representando apenas 0,47% para uma população indígena de 10 088 habitantes. A maior população continua sendo a do estado do Amazonas, com uma população de 113 391 em uma área de 39 466 812 hectares, mas a porcentagem de terras indígenas é maior no estado de Roraima, com 43,61%. Na dimensão ambiental, as queimadas diminuiram, mas em ritmo lento. A Paraíba registrou 1.005 focos de calor em 2009, 28,7% menos do que os 1.402 de 2008, número distante dos 642 focos de 2007.
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