As mãos dos artesãos produzem dinheiro. Uma pesquisa realizada pelo instituo Vox Populi afirma que os negócios do artesanato geraram uma arrecadação bruta nacional de R$ 52 bilhões só no ano passado. Na Paraíba não seria diferente. O Programa de Artesanato Paraibano, abrigado na Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico do Estado, coordena todas as ações e registrado um significativo crescimento. A iniciativa existe desde 2003, com 5.040 artesãos cadastrados em 125 municipios atendidos, do Litoral ao Sertão. A comercialização anual do produto artesanal nos eventos e espaços promovidos pelo Programa chegam a quase R$ 3 milhões por ano em vendas diretas.
Produtos confeccionados no estado são comercializados no Brasil e no exterior Foto:Monique Renne/CB/D.A Press
Só o 12º Salão de Artesanato, que aconteceu em junho deste ano em Campina Grande, movimentou quase R$ 1,2 milhões em vendas. Dados do Sebrae afirmam que nos seis anos de existência, o Salão já movimentou mais de R$ 12 milhões apenas em vendas diretas, além das negociações e encomendas feitas à médio e longoprazo. O Mercado de Artesanato Paraibano (MAP), localizado no bairro de Tambaú, é um dos pontos de comercialização de artesanato mais visitados da capital. Dados fornecidos pelo MAP informam que cerca de 90% dos turistas hospedados nos hotéis da cidade fazem pelo menos uma visita ao espaço. No mês de junho, considerado mês de baixa estação, o MAP recebeu quase 2 mil turistas vindos em excursões.
Miguel Pereira, comerciante do local há 11 anos, acha que o movimento do primeiro semestre foi bom. "Houve apenas uma queda comum nos meses de maio e junho, mas o movimento nos meses anteriores segurou a média do semestre. A quantidade de turistas têm aumentado muito por aqui", conta. Miguel não fala sobre valores, mas garante que em julho, conseguiu dobrar o faturamento médio mensal. Para ele, o diferencial é o atendimento "Ofereço água, rapadura e café aos clientes, independente se vão comprar ou não. Sempre acabam dando uma olhada", diz o comerciante. Com relação ao público, Miguel conta que os turistas brasileiroscompram mais itens, mas as peças mais caras são compradas pelos estrangeiros.
+ Mais Faturamento é garantido para todos os artesãos cadastrados
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de domingo, 1 de agosto de 2010
Edições
anteriores
Selecione a data do
O NORTE que você
deseja visualizar
Copyright
- JornalONorte.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
atendimento.pb@diariosassociados.com.br