Primeiro Caderno | Economia Edição de domingo, 1 de agosto de 2010
Tecnologia de ponta é receita da Phoebus
No Brasil, cerca de 140 empresas obtiveram o nível dois no CMMI. No Nordeste, apenas quinze e na Paraíba ela é a primeira
Mayra Medeiros // mayramedeiros.pb@dabr.com.br
Empreendimento surgiu na metade da década e hoje tem 50 funcionários Foto : Ovídio Carvalho/ON/D.A Press
A empresa paraibana de tecnologia Phoebus surgiu na segunda metade da década de 1990, na Universidade da Paraíba (UFPB). Na época, era um projeto de iniciação científica, que contava com um professor e três bolsistas. Hoje, a empresa conta com mais de 50 funcionários, uma sede em São Paulo, além de ter conquistado o nível dois de maturidade no modelo de referência internacional CMMI (Capability Maturity Model Integration). Esta conquista significa uma espécie de selo de qualidade no setor de tecnologia no mundo todo. No Brasil, cerca de 140 empresas obtiveram o nível dois no CMMI. No Nordeste, então, apenas quinze. Na Paraíba é a primeira.
O mentor do projeto foi o professor José Tadeu, que coordenava um dos laboratórios do curso de Ciências da Computação na UFPB. Neste outras pesquisas eram desenvolvidas, no setor de micro controladores, aplicados à outras áreas, como a medicina. No ano de 1997, quando o atual sócio e diretor de tecnologia da empresa, Clóvis Garcia Marcondes, era aluno-bolsista do projeto, foi desenvolvido um sistema POS (point-of-sale) para máquinas de cartão de crédito.
A gente adota os padrões exigidos no mundo todoHoje o professor aposentado é diretor administrativo/financeiro da empresa. E aqueles que eram bolsistas da pesquisa, seus sócios. Além de Clóvis Marcondes, há Silvestre Martins e Harley Barroso. Todos são formados em Ciências da Computação na UFPB e trabalharam no laboratório com José Tadeu.
A atuação local, aos poucos foi se expandindo até chegar às multinacionais que atuam no país. O primeiro cliente, ainda no ano de 1997, foi o Banco do Brasil, que precisava de um equipamento para receber dados fora das agências. Com tal demanda, o grupo desenvolveu o sistema POS, já mencionado, que contava com impressora, display e teclado. No entanto, para que o banco pudesse pagar pelo sistema era necessário abrir uma empresa fora da UFPB. Por isso, os sócios hoje brincam afirmando que a empresa foi encubada na universidade.
A gente adota os padrões exigidos no mundo todo Clóvis Marcondes - empresário
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