Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de domingo, 1 de agosto de 2010
Crianças com atenção especial
Hospital Arlinda Marques realiza, todas as terças-feiras, atendimento diferenciado à vítimas de violência
Mayra Medeiros // mayramedeiros.pb@dabr.com.br
Todas as terças-feiras, o hospital infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, oferece um atendimento ambulatorial especial às crianças vítimas de acidentes e violência. Esta pode ser de cunho físico, psicológico ou sexual. Dessa maneira, o Ambulatório de Vítimas de Acidentes e Violência (Amviva) faz parte da rede de proteção integral às crianças e adolescentes do Estado. Em funcionamento desde novembro, atualmente são acompanhados 27 casos, tanto de crianças, quanto adolescentes. São 14 meninas e 13 meninos. A maioria deles é vítima de violência sexual.
Meninos e meninas que sofrem violência são acolhidos por equipes especializadas, em unidade hospitalar da capital Foto:Alessandro Assunção/ON/D.A Press
O Amviva foi criado por determinação da direção técnica do Hospital Infantil. O ambulatório é responsável por oferecer atendimento, que pode ser psicológico ou pediátrico, com as crianças, e de serviço social com a família das mesmas. Funciona nas terças-feiras atendendo aos casos que são encaminhados pelos conselhos tutelares, escolas e hospitais. Contudo, praticamente todos os casos que chegam lá são provenientes de encaminhamentos feitos por outros serviços de saúde. Principalemnte do Hospital de Trauma.
Segundo a pediatra da equipe, Conceição Almeida, o número de atendimentos poderia ser bem maior, se não fossem as dificuldades encontradas. Isto, porque muitas famílias não continuam o atendimento iniciado no Hospital de Trauma. Sem mencionar as famílias que nem procuram esse primeiro atendimento. No Ambulatório de Vítimas de Acidentes e Violência, do Arlinda Marques, é feito o acompanhamento. O encaminhamento em si pode ser feito de qualquer unidade de saúde e até pelas escolas onde as crianças estudam.
A pediatra responsável destaca a importância de garantir so direitos básicos, de higiene, alimentação, saúda, das crianças. "Aqui nós atendemos caso de crianças que são vítimas de acidentes e violência física, sexual e também de negligência", afirmou. A negligência se caracteriza por ser uma forma de violência contra criança que muitas vezes passa despercebida. "São os casos de descuido da família, com a higiene, oualimentação da criança, por exemplo". Por isso que Conceição Almeida chama a atenção para o fato de que, nesse ponto, a escola pode colaborar bastante.
"A responsabilidade com a proteção da criança é da sociedade como um todo. Contudo, a educação dispõe do contato diário e, com isso, pode encaminhar os casos que forem percebidos, logo no início, para evitar que evolua para uma violência maior". A educação auxiliaria a saúde e esta ficaria responsável por realizar exames e efetuar o acompanhamento.
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