Primeiro Caderno | Economia Edição de sábado, 29 de maio de 2010
Faça seu consórcio pela web
Novo serviço prevê pagamento da taxa de administração após a contemplação, por lance ou sorteio
Tatiana Nascimento // tatiananascimento.pe@dabr.com.br
Mais de 3,8 milhões de pessoas têm algum tipo de consórcio no país. O crescimento do brasileiríssimo sistema de compra parcelada e programada, sem cobrança de juros, não chega a ser novidade. Novidade mesmo é que, agora, ele chegou à internet. Dá para fazer a simulação, fechar a compra da cota, acompanhar o andamento do grupo, agendar os pagamentos. Um detalhe, em especial, faz diferença: o pagamento da taxa de administração só acontece após a contemplação, por lance ou sorteio. Isso pode deixar o consórcio on-line até 80% mais em conta que o formato tradicional.
No site Éjusto dá para fazer simulação e acompanhar o andamento do grupo Foto:Cecilia de Sa Pereira/DP/D.A Press.
O novo produto, batizado de Éjusto (www.ejusto.com.br), foi lançado há pouco mais de um mês pelo Consórcio Nacional Embracon. Está disponível para clientes de todo o Brasil, mesmo em locais onde não há unidade física da empresa. Pode ser contratado na aquisição de carro, moto ou imóvel. Nos três casos, o prazo mínimo é igual: 36 meses. Já o tempo máximo varia entre 70 meses (moto), 80 meses (carro)e 150 meses (imóvel). As cartas para as motos são a partir de R$ 5 mil. As dos carros variam de R$ 25 mil a R$ 100 mil. Para os imóveis, vão de R$ 40 mil a R$ 300 mil.
A gestora do projeto e diretora de Marketing da Embracon, Gisele Paula, reforça que a grande diferença para o consórcio tradicional é mesmo a ausência da taxa de administração até a contemplação do cliente. "No consórcio normal, a pessoa já começa a pagar na primeira parcela. No Éjusto, só após a contemplação. Se você for contemplado no início, é justo que comece a pagar a taxa de administração. Se ficar no fim, só paga no fim". Se a sorte não estiver ao lado do cliente e ele só receber o bem na última parcela, ao menos terá o consolo de ficar 100% livre da taxa.
Um exemplo: quem contrata um plano básico de R$ 40 mil de olho em um imóvel, pelo prazo de 100 meses, pagaria parcelas de R$ 478 no consórcio tradicional. Pelo Éjusto, elas ficam em R$ 408. Ou R$ 7 mil a menos no final dos 100 meses. O plano também não tem cobrança de seguro. O que o cliente paga é o fundo de reserva, que representa 2% do valor total do plano e diluído ao longo do plano. "Temos consultoria on-line para auxiliar a pessoa em todos os passos, desde a aquisição. Também há uma estrutura completa para depois da compra, incluindo um 0800", garante Gisele Paula.
Antes de fechar o negócio, tanto o contrato quanto o resumo dele aparecem na tela do cliente. Não custa lembrar que ele deve ser lido antes do clique final. O primeiro pagamento pode ser feito através de cartão de credito, débito ou boleto. Se optar pelo cartão de crédito, o cliente pode dividir a fatura em até três vezes (sem juros). A partir da segunda parcela, a pessoa já passa a receber o boleto e fica com a opção de colocar o débito em conta corrente. Gisele Paula diz que a empresa ainda não fechou os dados do primeiro mês de vendas. Mas, certamente, eles superaram a expectativa inicial.
Segundo a gestora do projeto e diretora de Marketing da Embracon, o objetivo da empresa é atingir 1 milhão de acessos no primeiro ano de operação. "Na região de Pernambuco tivemos muitos acessos de pessoas tirando dúvida, comprando. No Rio de Janeiro, onde nem existe loja, a procura também foi grande", conta Gisele. Ao contrário do consórcio tradicional - que tem nas motos o principal mercado, com 52,9% do total, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) - no Éjusto, a procura maior tem sido pelas cotas de automóveis.
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