Espetáculo interativo do Grupo Vemart em homenagem ao circo estreia hoje no Teatro Santa Roza
William Costa // williamcosta.pb@dabr.com.br
Os circos estão sumindo da paisagem urbana brasileira. Em João Pessoa, por exemplo, são raras as grandes companhias circenses que estacionam na cidade, e as lonas sujas e remendadas dos pequenos e maltrapilhos 'tomara-que-não-chova' também estão mais difíceis de se ver. Para despertar na criançada o interesse pela arte circense, o Grupo Vemart concebeu o espetáculo O Palhaço Sapeca... levado da breca, escrito por Moacyr José e dirigido por Cláudia Valéria. O musical está em cartaz, neste sábado e domingo, às 17h, no Teatro Santa Roza, na Praça Pedro Américo.
Musical investe na relação com as crianças Foto: Ana Tereza/D.A Press
O autor do texto de O Palhaço Sapeca, Moacyr José, disse que o forte do espetáculo é a interatividade dos atores com as crianças, além do cenário de belas cores e a iluminação esfuziante, tudo bem ao gosto da garotada. "Toda a ação é construída no momento. As crianças esperam que os atores surjam no palco, abrindo o espetáculo, mas eles surgem no meio da plateia e começam, ali mesmo, a discutir a montagem e envolver meninos e meninas na estória". explicou, acrescentando que, por isto, a peça foi enquadrada por pedagogos como de natureza construtivista.
O Palhaço Sapeca é dirigido a crianças de 3 a 10 anos de idade. A estreia do musical aconteceu em São Paulo, em 1984, obtendo sucesso de público e crítica. "Criamos o espetáculo atendendo ao pedido das escolas, que sugeriam uma maior interatividade entre atores e público. A expectativa inicial era de ficarmos seis meses em cartaz... ficamos três anos. Foi um marco na história das experiências de interatividade na área de teatro infantil", relatou Moacyr. "Se não houver a participação das crianças, o espetáculo não anda, não se desenvolve", ressaltou.
A primeira montagem de O Palhaço Sapeca passou dez anos em cartaz. Em 1999 o grupo fez a segunda montagem, vindo com ela para o Nordeste, instalando-se em Fortaleza (CE). Segundo Moacyr, a ideia era estabelecer um intercâmbio com as escolas da rede pública de ensino, mas o plano não vingou, sendo incorporado, a partir de então, pelas escolas particulares. "Estamos comemorando 31 anos de fundação e dez anos de trabalho nas escolas de capitais e cidades das regiões Norte e Nordeste", disse.
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Edição de sábado, 13 de março de 2010
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