No início do terceiro milênio um músico bom e bem intencionado reuniu colegas de igual talento e criou uma banda de forró, para a qual compôs letras poéticas, inspiradas, belos arranjos e doces melodias. Botaram tudo isso na mala e rumaram para o Recife, onde gravaram o primeiro CD. Conscientes da qualidade do disco, procuraram emissoras de rádio para divulgá-lo, e aí veio a decepção: cadê dinheiro para pagar o 'jabá'?
Revoltado com essa 'fuleragem', o músico pensou em uma maneira de se vingar e, lembrando de um antigo filme no qual os atores-comediantes norte-americanos Jerry Lewis e Dean Martin atuam caracterizados, e das características físicas do auto-laboratório ambulante Michael 'Black-White' Jackson e do sanfoneiro Pinto do Acordeom, criou o indefectível Maicow Pinto e danou-se a fazer paródias de grandes sucessos da música brasileira e internacional.
A primeira paródia foi da música 'Morango do Nordeste', 'grande sucesso popular', no ano 2000, na versão gravada por Lairton dos Teclados. Maicow Pinto gravou a paródia num CD e distribuiu com amigos, que, através de sonoras gargalhadas, aprovaram o 'produto'. Passou então a lançar suas criações na internet, inicialmente de forma anônima, pois, como não conhecia a Lei das Paródias, tinha medo de ser enquadrado por plágio, difamação ou coisa que o valha.
Maicow Pinto ressaltou que o Scrash Music Fuleration não recebeu influência de ninguém e também não tem estilo próprio. "O estilo é o fuleration", resumiu, acrescentando que usa o humor para fazer o público pensar sobre temas polêmicos, como sexualidade, uso de álcool e política. "Com a agenda lotada (de contas), pretendo administrar melhor meu tempo, deixando a bagaceira de lado pra trabalhar um pouco, como todo bom brasileiro", brincou.
Ironia das ironias, já estão parodiando o Scrash Music Fuleration. O sucesso de 'Roubolation' foi tão grande na mídia eletrônica, superando, inclusive, 'A doidera do rum', que a coreografia de Maicow Pinto está sendo imitada em vários vídeos no Youtube. O artista, porém, nãose queixa. "Gostaria apenas que dessem os devidos devidos. O resto fica por conta dos fãs, que protestam contra as imitações grosseiras e anônimas", alertou.
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Edição de sábado, 13 de março de 2010
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