Treze sofre com a baixa arrecadação mensal e tem dificuldades para honrar compromissos com despesas do time
Givaldo Cavalcanti // Especial para O Norte
Sem esconder sua limitações financeiras para manter seu elenco na reta final do Estadual 2010, a diretoria alvinegra diz estar fazendo o possível e o impossível para cumprir com seus compromissos; contudo, a ausência do torcedor nos jogos tem sido o fator primordial para diminuição de recursos nos cofres do clube.
Muitas vezes, salários atrasados estão diretamente relacionados a resultados negativos nas quatro linhas, mas essa história tem sido diferente, pelo menos no Treze. Líder invicto do Campeonato Paraibano, com 23 pontos, quatro a mais que o segundo colocado, o rival Campinense, os resultados do time na competição estadual têm enchido os olhos do torcedor, pelo menos na teoria.
Presidente Marcelo Nóbrega pede ajuda da torcida para reverter situação Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press
Na prática, os números levantados pelo departamento financeiro do clube apontam que, nos cinco jogos realizados pelo Galo em casa, quatro pelo Estadual e um pela Copa do Brasil, a arrecadação líquida foi de R$ 128.740, muito além da folha de pagamento do clube, que gira em torno de R$ 200 mil.
Como alternativa para sanar as dívidas, os resultados conquistados até o momento na Timemania também não vêm sendo satisfatórios. Dados computados pela Caixa Econômica Federal apontam que em 2008, 574 mil e 446 apostas foram computadas pela torcida do Galo, sendo que em 2009 o número baixou para 552 mil e 82 apostas.
No Grupo 2 da loteria, o número de cartões marcados com o escudo do Galo não tem correspondido ao valor acordado entre o clube e a União para o pagamento das dívidas. "Por mês, como nós não conseguimos atingir o valor estimado pela União, temos que completar a parcela para que o clube não seja removido do grupo que participa", disse o presidente Marcelo Nóbrega.
Preocupado com o baixo número de torcedores que estão indo aos jogos, Marcelo explica que o torcedor precisa entender seu real papel no futebol. Além do poder vindo das arquibancadas, quem vai a campo necessita colaborar em outros setores. "O torcedor tem que perceber que faz parte da nossa realidade. Ser um colaborador e não apenas prestigiar indo a alguns jogos. Para isso, ele precisa entender que é fundamental para o nosso projeto", disse.
A perspectiva para os jogos de volta nem chega a animar muito o presidente, que segundo ele, o fator econômico do torcedor pesa bastante. "Como vamos ter jogos seguidos em casa, fica até difícil pedir ao torcedor que compareça a todos os jogos, já que sabemos que eles também têm outras obrigações. O ideal é que houvesse um intervalo maior entre as partidas", concluiu.
A equipe, comandada pelo técnico Marcelo Vilar, realizou ontem à tarde, no estádio Presidente Vargas, coletivo para enfrentar a Desportiva Guarabira, amanhã, no estádio Sílvio Porto. O treinador mudou o esquema de jogo para o 3-5-2, com Alexandre, André Lima e Tiago Messias na zaga.
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Edição de sábado, 13 de março de 2010
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