Primeiro Caderno | Economia Edição de sábado, 13 de março de 2010
Cinturão Verde em JP
Desde 2003 a prefeitura de João Pessoa implantou o programa Cinturão Verde, que atende 23 bairros da capital. A idéia é integrar o agente ambiental, responsável pela coleta de resíduos sólidos, com o cidadão. O projeto piloto previa a instalação de 10 núcleos de coleta. Porém, até o ano passado foram inaugurados apenas quatro, com previsão de mais um para ser entregue até julho deste ano que ficará em Manguabeira, segundo informações de Edilberto Fernandes, coordenador da Coleta Seltiva em João Pessoa.
Atualmente, os núcleos atende os bairros dos Bancários, Bessa, Cabo Branco e Bairro dos Estados. De acordo com Edilberto, a falta de terrenos públicos para instalar os núcleos tem sido a principal barreira para o projeto avançar. "Não temos espaços para construir, por isso o nosso planejamento não foi concretizado", explicou.
Para realizar a Coleta Seletiva na capital 60, agentes ambientais faziam as atividades porta a porta, a fim de colher os resíduos pré-selecionados pelos moradores. Outros 250 catadores fazem a triagem nos aterros sanitários. "Depois da separação dos produtos, cada representante da associação negocia com os atravessadores os produtos selecionados e o dinheiro é gerenciado pela associação que repassa para cada agente ambiental", explicou.
A Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) oferece todo o suporte técnico para os trabalhadores. Segundo Edilberto, no total são coletados apenas 200 toneladas por mês em João Pessoa de material reciclado através do projeto Cinturão Verde. Para cada quilo de papel reciclado, o atravessador paga em média R$ 0,20 centavos para cada associação de trabalhadores de material reciclável. O vidro custa entre R$ 0,08 e 0,10 centavos o quilo e a lata de alumínio (tipo as de refrigerantes) é comercializado por uma média de R$ 1,50.
A capital receberá cerca de R$ 500 mil por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Luiz Couto (PT) junto ao Ministério do Turismo e Meio Ambiente. O incremento vai contribuir com o projeto de educação ambiental e coleta seletivade resíduos sólidos na região metropolitana e será destinado também para limpeza dos manguezais e praias da Capital, além de beneficiar os catadores de resíduos.
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