Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de sábado, 13 de março de 2010
Farmácia fechada por contrabando
Irregularidade foi identificada através de investigações feitas pelo MP. Vigilância Sanitária participou da operação
Tarcísio Timóteo // tarcisiotimoteo.pb@dabr.com.br
Uma operação das Polícias Civil e Militar e da Vigilância Sanitária apreenderam, na manhã de ontem, cerca de 32 cartelas de medicamentos contrabandeados na farmácia Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa.
Proprietário de estabelecimento em Cruz das Armas foi preso após policiais apreenderem 32 cartelas de medicamentos. Acusado está na Central de Polícia Foto: Rafaela Tabosa/ON/D.A Press
O proprietário da farmácia está sendo acusado de comercializar medicamentos contrabandeados. Com ele foram encontrados aproximadamente 320 comprimidos. Entre os remédios que teriam sido contrabandeado estão 20 comprimidos de Pramil, usado no tratamento da disfunção erétil e 300 de um medicamento chamado POTENT - 75.
Após a prisão, o proprietário do estabelecimento, um idoso, não quis se pronunciar. De acordo com o delegado, ele teria recebido essas medicações de um vendedor que passou em uma moto comercializando os comprimidos. A farmácia foi fechada e ficará sem funcionar até ser concluído o inquérito.
A operação resultou na prisão do dono da farmácia e foi feita com base nas investigações feitas pelo Ministério Público da Paraíba e a pedido do promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Glauberto Bezerra. De acordo com o delegado Antônio Álvares de Farias, foram encontrados medicamentos contrabandeados no bolso do proprietário e na própria farmácia. O acusado está detido na Central de Polícia, no Varadouro, e será encaminhado à Delegacia de Entorpecentes, onde responderá pelo crime de contrabando.
O delegado disse que o estabelecimento descumpriu o termo de notificação datado em 03/09/2009 com relação ao fracionamento e a comercialização de remédios em embalagens hospitalar. Os fiscais da Vigilância Sanitária realizam diariamente inspeções de rotina em estabelecimentos farmacéuticos por serem locais de alto risco. "As farmácias são nossos alvos diariamente e por propocionarem riscos à saúde da população precisamos fazer esse monitoramento todos os dias", disse Ivanildo Brasileiro, gerente da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
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