Marcelo Tas adianta as novidades da terceira temporada do CQC
Para o "cabeça" Marcelo Tas não há a menor dúvida. O CQC chega à terceira temporada na próxima segunda-feira, por um motivo simples: ter aprendido a misturar, ao longo dos dois anos em que está no ar na TV Clube/ Band, humor e jornalismo. "O segredo do programa está no ponto da mistura desses ingredientes. É isso que nos diferencia", analisa Tas, que anda empolgado com a "enxurrada" de novidades que a produção apresenta a partir de amanhã, em seu horário habitual, às 22h15. "Aparentemente, nada mudou. São os mesmos animais de sempre com o mesmo terninho preto", brinca o líder da ácida trupe - que continua contando com a parceria com Rafinha Bastos, Marco Luque, Rafael Cortez, Felipe Andreoli, Oscar Filho, Mônica Iozzi e Danilo Gentili -, logo voltando a falar sério. "Temos mudanças estruturais muito importantes na nossa equipe", avisa.
Cabeça do humorístico acredita que sucesso do programa esteja na mistura de bom humor com jornalismo Foto:Pedro Paulo Figueiredo/CZN
Entre as mudanças mais significativas desta terceira temporada, Tas destaca a troca de Rafinha Bastos por Danilo Gentili à frente do "Proteste Já", quadro que foca os mais variados problemas nas comunidades do Brasil, como obras públicas não finalizadas e transporte público precário, entre outras questões. Isso porque, segundo o jornalista, esse é o quadro que exige os maiores investimentos da Cuatro Cabezas, produtora argentina que detém os direitos autorais do CQC. "Cada reportagem do CQC tem um produtor ou dois, no máximo. O 'Proteste Já' tem quatro", explica ele, "botando fé" na substituição de um repórter pelo outro - que só acontecerá porque Rafinha vai precisar de mais tempo para gravar o programa A Liga, que também é da Cuatro Cabezas e que ele vai começar a apresentar em maio na TV Clube/ Band. "Por isso resolvemos jogar o desafio do quadro na mão do Danilo, que é um cara que estava ganhando no time em que ele estava jogando: o da cobertura política", justifica.
Para Tas, outros quadros que prometem chamar a atenção dos fãs do programa neste ano de eleições e Copa do Mundo são o "Trabalho Forçado", o "Cidadão Em Ação", o "Luque Responde" e "As Piores Notícias da Semana"."Todos esses quadros são maneiras diferentes de olhar para a notícia, que é o que realmente nos interessa", frisa ele, justificando o porquê de tantas novidades. "Esse ano não podemos descuidar. Temos de continuar nos superando e nos surpreendendo. É um ano importante. Parece ser mais fácil pela força dos assuntos em pauta, mas estamos nos preparando como nunca", argumenta.
Enquanto o quadro "Trabalho Forçado" convida um político, uma pessoa pública ou um artista para colocar a mão na massa em um trabalho que nunca fez na vida, o "Cidadão Em Ação" faz uma espécie de "pegadinha" com a população, criando situações que mexem com a sua opinião - como, por exemplo, mostrar às pessoas um motorista de ônibus escolar que bebe e depois vai buscar as crianças na escola. "Já temos alguns 'Trabalhos Forçados' gravados. Um em que a Soninha foi depiladora e outro em que o Suplicy foi garçom. Convidamos o Kassab, no auge das enchentes em São Paulo, para limpar uma praça, mas ele não topou", ironiza Tas, explicando por queo quadro tem tudo para cair no gosto dos telespectadores. "É muito revelador entrevistar a pessoa fazendo uma coisa que ela não está acostumada a fazer no dia a dia", defende.
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Edição de sexta-feira, 12 de março de 2010
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