Primeiro Caderno | Economia Edição de sexta-feira, 12 de março de 2010
Sindicato acredita na inocência dos comerciantes
"Estamos aqui revoltados com a falta de informações da própria polícia. Os mandados de busca e apreensão são subjetivos e não esclarecem o porque da ação das autoridades. Por causa disso, acionamos a nossa assessoria jurídica, para acompanhar tudo de perto. A informação prévia que recebi é que se trata de uma investigação sobre um possível cartel, mas ainda estamos fazendo os levantamentos", comentou Bruno Agra, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis.
Presidente da entidade, Bruno Agra, diz que acusações da polícia são vazias Foto:Xico Morais/DB/D.A Press
Segundo as informações da PF, o esquema criminoso de prática de cartel na venda e distribuição de gás de cozinha teria como sede o município de Campina Grande e ramificações em mais quatro Estados.
Para o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis, a acusação de cartel é vazia e os comerciantes de Campina Grande não praticam este tipo de ato. "Cartel é um termo muito pesado. Temos certeza plena que isso não acontece em Campina Grande. Cartel é diferente de equiparação de preços. Só seria cartel se ouvesse um acordo entre os membros da categoria e até onde eu sei, isto não existe" completou Bruno Agra.
Em Campina Grande, por exemplo, ao invés de ser vendido por R$ 30, o botijão estava sendo comercializado por R$ 38. No passado, foram vendidos 1.115 milhão de botijões de gás. No Nordeste, este número chega a 95 milhões por ano.
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