Uma operação denominada Chama Azul e deflagrada na manhã de ontem nos estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Ceará e São Paulo desarticulou grupos responsáveis pela distribuição de gás de cozinha que cometiam ajuste de preço e reserva de mercado. Essa postura é caracterizada como formação de cartel e foi praticado por cinco grandes distribuidoras do produto e três revendedoras com atuação em João Pessoa e Campina Grande. Em toda a Paraíba, a operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, distribuídos em João Pessoa, Campina Grande e Guarabira. O prejuízo causado ao bolso dos consumidores no estado está estimado em R$ 7 milhões.
Durante a operação, policiais apreenderam documentos que apresentam indícios do alinhamento de preços dos botijões Foto:Ovídio Carvalho/ON/D.A Press
Nos cinco estados onde ocorreu a ação da PF somam 14 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão. No total, 160 policiais federais e 13 servidores da Secretaria de Direito Econômico(SED) participaram da operação.
Telefonemas, e-mails, agendas, documentos com planilhas de custos, listas de revendedores e de pontos de vendas, recibos, entre outros documentos são apontados como indicadores de um esquema de cartel. Os investigados terão de esclarecer à Polícia Federal (PF) as causas do alinhamento do preço do produto que é vendido a R$ 35 em João Pessoa e a R$ 38 em Campina Grande e cidades adjacentes.
Na ação, os agentes da Polícia Federal prenderam ontem, em um hotel em Fortaleza, seis pessoas relacionadas ao comércio do produto, que estariam supostamente se encontrando durante a manhã para definir novos valores do comércio do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nos estados envolvidos. Os nomes dos acusados não foram revelados. As prisões ocorreram nos bairros do Dinamérica e Liberdade.
O superintendente da PF na Paraíba, Sinomar Maria Neto, afirmou na coletiva concedida durante a manhã, no auditório do Ministério Público da Paraíba, que além de Campina Grande, existem indícios envolvendo outros municípios do interior, comoSapé, Mamanguape, Guarabira e até mesmo o início do alinhamento dos preços em João Pessoa. "O preço comercializado em Campina Grande estava muito diferente do que é praticado em outras regiões do estado e do país. Nas investigações também foi identificado que as distribuidoras estariam forçando as revendedoras a vender o produto no preço determinado", aponta o superintendente Sinomar Neto.
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