Últimas Edição de quinta-feira, 11 de março de 2010
Rondas diárias no São José
Polícia reforça efetivo no bairro em busca de pistas sobre o assassino da procuradora Maria Méricles Feitosa
Márcia Dementshuk // marciabeth.pb@dabr.com.br
Uma ação especial da polícia que deve começar ainda hoje no Bairro São José, em João Pessoa. A Operação Asfixia irá integrar contingente da Rotam, do Batalhão de Choque e da Quarta Companhia do Primeiro Batalhão da Polícia Militar para coibir ações de bandidos foragidos que se misturam em meio à população do bairro. A operação será deflagrada assim que o aval do Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Wilde de Oliveira Monteiro, for dado. A operação terá o comando do major Souza Neto, da Rotam, que dará ordens para cerca 50 policiais que percorrerão as ruelas do biarro nas 24 horas do dia de moto, em viaturas e à pé. A operação ainda não tem data para terminar.
Crime aconteceu na última terça-feira, durante tentativa de assalto foto:Reprodução/TV Clube/D. A. Press
O major Souza Neto juntamente com outros policiais percorrem a localidade há dias, à paisana, procurando detectar o modus operandi dos bandidos que executam assaltos e outras ações ilícitas e têm no bairro São José um refúgio seguro para seus crimes. A ação foi planejada e será executada com objetetividade. "A própria população que vive no bairro não aguenta mais se submeter aos desmandos de bandidos e estão cooperando com os policiais", declarou o major.
O crime que ocorreu na última terça-feira no bairro de Manaíra resultando na morte da procuradora aposentada da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Maria Méricles Guedes Feitosa justificou com mais veemência a ação dos policiais que realizam investidas no bairro mesmo antes da morte da procuradora. "Todos os dias tem policiais circulando tanto em Manaíra quanto no São José. A procuradora foi socorrida por homens que estavam em uma viatura próximo ao local do crime, tendo sido os primeiros a chegar, comprovando que estavam à postos, mas infelizmente não impediram a ocorrência", declarou o capitão Licksomar Lábis, da Quarta Companhia. Ele garantiu que há policiamento fixo nas quatro pontes metálicas que ligam o bairro à Manaíra, atravessando o rio. Contudo, segundo o capitão, estas pontes não são os únicos acesso ao São José. "Há uma grande faixa de terra por onde os bandidos fogem, por onde não precisa atravessar o rio", explicou o capitão Lábis. Ele lembrou ainda que no São José vive um grande número de pessoas trabalhadoras e honestas e que não podem ser confundidas nem enquadradas como bandidos, numa generalização leviana.
Ainda de acordo com o capitão, o suspeito responsável pela morte da procuradora foi identificado e está sendo procurado. A polícia divulgou os telefones (83) 3228-8503 e 3228-3383, para receber denúncias. O delegado da 10ª Delegacia Distrital que está cuidando do caso, aguarda informações dos policiais que estão infiltrados nas comunidades e dá andamento ao caso colhendo depoimentos. O corpo da procuradora da Maria Méricles foi enterrado ontem, as 17 horas, em Cajazeiras.
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de quinta-feira, 11 de março de 2010
Edições
anteriores
Selecione a data do
O NORTE que você
deseja visualizar
Copyright
- JornalONorte.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
atendimento.pb@diariosassociados.com.br