De acordo com o neurocirugião Márcio Vinhal, coordenador nacional do departamento de coluna da SBN, esse conjunto de cirurgias minimamente invasivas, que podem ser endoscópicas, microscópicas ou percutâneas (através da pele), são semelhantes às convencionais. "Porém, por uma via de acesso menos invasiva", afirma o neurocirurgião. Essa via de acesso, normalmente, não é mais a linha média da coluna - aquela ponta do osso que dá para apalpar em cima da coluna. Ela é feita a três ou quatro centímetros lateralmente à linha média, com incisões que podem variar entre 15cm e 20cm. A cirurgia é realizada com a utilização de retratores tubulares: cânulas de trabalho que variam entre 14mm e 22mm, assim como as usadas na artroscopia - para cirurgia de joelho, por exemplo - e na laparoscopia. Por meio desse tubo, o cirurgião tem acesso à coluna e à visualização de suas estruturas e do problema. "Essas técnicas nos permitem realizar desde a cirurgia mais simples, como a de hérnia de disco, até uma cirurgia mais complexa, como a de artrodese - a reconstrução de uma vértebra da coluna".
Segundo Vinhal, o objetivo, além de curar a patologia, é claro, é minimizar ao máximo os danos musculares do paciente. "Isso faz com que a pessoa possa retornar mais rapidamente às atividades", diz. Porém, o neurocirurgião faz questão de alertar que esses procedimentos minimamente invasivos têm indicações específicas. "O caso tem que ser muito bem diagnosticado, pois não é todo problema de coluna que pode ser resolvido com esse tipo de cirurgia", enfatiza. Entre as contraindicações descritas pelo médico estão a existência de infecções; o uso de imunodepressivos; destruições na articulação; registros prévios de uma reação chamada de osteofitária, na qual o osso sai e comprime a raiz do nervo; e obesidade. "Cada caso deve ser bem estudado e a indicação deve ser precisa. Não é porque a cirurgia minimamente invasiva é pequena que ela não oferece riscos. Todas as operações trazem riscos", afirma Vinhal. O ortopedista Menezes completa: "A cirurgia é indicada numa minoria dos casos, aqueles em que a pessoa não melhora com as outras formas de tratamento, como o conservador."
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Atualizado em 08|03|2010
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