Primeiro Caderno | Política Edição de quinta-feira, 11 de março de 2010
PT ratifica que só deseja a vice
Mas estratégia nacional da sigla para reforçar a disputa pelo Senado pode resultar em chapa para governador só do PMDB
Pedro Henrique Marins // pedromarins.pb@dabr.com.br
Além de tentar fazer o seu sucessor com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a direção nacional do PT focam outra grande estratégia para a disputa de outubro. A eleição de mais senadores do partido e das legendas aliadas. Tudo para evitar que o governo tenha maioria fragilizada e encontre dificuldades para aprovar matérias que exijam quórum qualificado de dois terços dos votos. Estes argumentos, segundo fontes do PT nacional, poderão ser usados pelo governador e pré-candidato à reeleição José Maranhão (PMDB), quando for finalizar o acerto com o PT para compor a chapa em uma das vagas de senador. A tarefa do peemebebista não deverá ser fácil, mas ele poderá pedir reforço aos dirigentes nacionais do PT.
Ontem, o presidente do PT paraibano, deputado Rodrigo Soares, afirmou mais uma vez que a disputa ao Senado não integra os planos da legenda no estado. "Esta disputa está fora do nosso debate. Pleiteamos a vaga de vicee ponto final. Achamos que outros partidos aliados como o PCdoB e o próprio PMDB podem ficar com a vaga", defendeu.
José Maranhão mantém reuniões frequentes com o PT para definir chapa Foto:Fabyana Mota/ON/D.A Press
Em mais uma rodada de negociações com os petistas na noite de anteontem na Granja Santana, Maranhão foi pressionado a assegurar a vaga do PT na majoritária. Não chegou a bater o martelo, mas a decisão se encaminha para assegurar uma das vagas que pode ser uma de senador. A segunda vaga deverá ser do senador Roberto Cavalcanti (PRB), que disputará a reeleição. Apesar de optar pela discrição, Cavalcanti tem confirmado após a última reunião do diretório nacional do seu partido, na semana passada, a prioridade de manutenção e ampliação dos espaços conseguidos no Senado e na Câmara dos Deputados.
Participaram do encontro com o governador o presidente estadual da legenda, deputado Rodrigo Soares, o vice-governador Luciano Cartaxo e o deputado estadual Jeová Campos e o ex-deputado Frei Anastácio.
O reforço na disputa pelos dois terços das vagas no Senado é condição para que uma eventual administraçãode Dilma não tenha problemas de governabilidade. Devido a falta de uma sólida maioria no senado, o governo Lula amargou derrotas importantes nos dois mandatos. A principal delas foi a rejeição da prorrogação da CPMF, em 13 dezembro de 2007, quando obteve 45 votos, quatro a menos do que o necessário para aprovação.
O deputado federal, Luiz Couto (PT), que chegou a colocar seu nome à disposição para a corrida ao Senado, afirmou que não recebeu apoio necessário para candidatura e deve tentar à reeleição. "Nosso partido está totalmente submetido ao governo Maranhão. Só poderia ser candidato ao Senado, se o PT saísse com candidatura própria, já que também do lado de Ricardo, o DEM e PSDB esgotaram as oportunidades", analisou. (colaborou Lívia Falcão)
+ Mais Cartaxo avisa:"Não vamos sobrar na curva"
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de quinta-feira, 11 de março de 2010
Edições
anteriores
Selecione a data do
O NORTE que você
deseja visualizar
Copyright
- JornalONorte.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
atendimento.pb@diariosassociados.com.br