Primeiro Caderno | Economia Edição de quinta-feira, 11 de março de 2010
22,2% dos ativos sem qualificação no Brasil
Conforme dados gerais da pesquisa "Emprego e oferta qualificada de mão de obra no Brasil: impactos do crescimento econômico pós-crise", o Brasil segue ainda detentor de elevado excedente de força de trabalho, tendo em vista que se espera, para este ano, uma demanda potencial de mão de obra equivalente a 18,6 milhões ocupações frente à disponibilidade de cerca de 24,8 milhões de trabalhadores.
Mas a totalidade dos trabalhadores disponíveis não possui, lamentavelmente, as mesmas condições de competir no mercado de trabalho escasso em ocupações para todos. Dos 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis, há 19,3 milhões com qualificação e experiência profissional. Ou seja, 22,2% dos trabalhadores não possuem qualificação segundo os níveis considerados necessários pela demanda existente.
Dessa forma, a massa de trabalhadores sem qualificação requer políticas públicas de combate a essa exclusão, visto que se constitui uma demanda que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho. Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados. Contudo, em 2010, o Brasil deverá ter um excedente de quase 653 mil trabalhadores qualificados e com experiência profissional.
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