Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Inadimplência de 30% nas escolas
Dados se referem ao exercício de 2009. Setor também sofre com a existência de ensino clandestino na Grande JP
Clóvis Roberto // clovisroberto.pb@dabr.com.br
A inadimplência das mensalidades escolares na Paraíba é a maior do país, tendo chegado à média de 30% durante o ano passado, sendo o maior problema enfrentando pela rede privada de ensino do estado. Além disso, o setor sofre com o funcionamento de escolas clandestinas, que atuam sem autorização, fazendo uma concorrência desleal com os estabelecimentos regularizados e prejudicando os alunos.
Odésio (a dir), presidente do Sindicato de estabelecimentos, afirma que falta de pagamentos compromete o funcionamento Foto:Ovídio Carvalho/ON/D.A Press
Os problemas foram apresentados pelo professor Odésio Medeiros, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado da Paraíba (Sinepe), durante entrevista exclusiva ao portal O Norte Online (www.onorte.com.br). Na Paraíba, a rede privada de ensino é formada por cerca de 700 escolas dos níveis fundamental, médio e superior, onde estudam aproximadamente 100 mil alunos e trabalham 30 mil profissionais.
Odésio Medeiros relatou que a inadimplência média anual na Paraíba é de 30%. "A inadimplência é a maior do país, mostra um estudo da nossa federação. Emjulho do ano passado, época das férias escolares, chegou a 60%. Esse número caiu bastante no final do ano, por causa do período de matrículas", relatou.
O presidente do Sinepe afirmou que muitos pais não priorizam a educação dos filhos. Ele frisou que a maneira das escolas combaterem o atraso no pagamento das mensalidades é cobrando a dívida aos pais. Como forma de prevenir o "calote", Odésio Medeiros disse que as escolas têm procurado fazer consulta a serviços de proteção ao crédito.
Com referência às escolas clandestinas, Odésio Medeiros comentou que elas estão presentes, especialmente, na periferia da Grande João Pessoa e também são encontradas no interior do estado. Elas se caracterizam, sobretudo, por se dedicarem ao ensino fundamental. O presidente do Sinepe lembrou que essas unidades de ensino são prejudiciais à sociedade porque não respeitam os direitos dos trabalhadores, oferecem um ensino de má qualidade e o período em que o aluno permanece numa escola clandestina não tem validade. "É um atraso para o estudante", resumiu o professor Odésio Medeiros, cobrando uma maior fiscalização por porte das autoridades.
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