Regina Fátima Caldeira Oliveira, 55 anos, deficiente visual e coordenadora de Revisão da Fundação Dorina Nowill, entidade brasileira que busca a inclusão social de cegos, testou o Auire e aprovou o protótipo. Segundo ela, ter as funções de identificar cores e cédulas de dinheiro em um só aparelho foi o que mais chamou a sua atenção. "Um aparelho com essas duas funções integradas vai resolver dois dos grandes problemas para quem é deficiente visual. Não só para os cegos, mas também para quem tem daltonismo", destaca. Regina também salienta que o aparelho poderá dar ao deficiente visual mais autonomia, o que facilita a vida dessas pessoas. "O Auire vai facilitar, por exemplo, a vida de uma mãe deficiente visual na hora de arrumar a casa, as coisas da família. Ela não vai precisar de ninguém para ajudá-la", exemplifica.
No caso da identificação das cédulas de dinheiro, Regina considera o aparelho um avanço, já que no Brasil não há nenhuma forma de diferenciar as notas de real. "Com certeza, vão acabar os constrangimentos na hora de pagar por um serviço ou receber o troco, por exemplo." Porém, ela sugere alguns ajustes no protótipo, como o tamanho do aparelho e a versatilidade em identificar cédulas de dinheiro de moedas estrangeiras. "A equipe que está desenvolvendo o identificador é excelente e acata a tudo que sugerimos. Se o aparelho tiver a função de reconhecer notas de moedas estrangeiras, será um diferencial bastante competitivo", analisa.
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Atualizado em 03|02|2010
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