Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de sábado, 16 de janeiro de 2010
Operação verão notifica 7 pessoas
Falta de documentos e menores de 18 trafegando no litoral foram identificadas pela Capitania dos Portos
Emerson Cunha // emersoncunha.pb@dabr.com.br
As embarcações marinhas - iates, jet skis, lanchas e embarcações de passeio - são o principal risco nas praias nessa época de alto estação. Até agora, nas fiscalizações realizadas, sete notificações foram feitas pelos militares nas praias. "O que estamos combatendo é o excesso de velocidade e manobras perigosas. Fizemos notificação de falta de documentos e dois problemas de menor de 18 anos, trafegando sem habilitação.", relatou Coirollo. Naquela área, preferida entre os que possuem esses veículo, e local de saída de transporte para Areia Vermelha, banhistas precisam ser cautelosos.
Foto: Rafaela Tabosa/ON/D.A Press
Para evitar acidentes e manter uma boa relação de espaço entre banhistas e motoristas desses veículos, a Capitania de Portos do Brasil está com a Operação Verão nas praias do litoral paraibano, aberta no dia 19 de dezembro de 2009. O local onde Andréia passa o final de semana com a família, a Praia do Poço, está entre os locais de maior risco para os banhistas, isto é, de maior incidênciade embarcações marinhas. Ao lado dela, estão Areia Vermelha, Picãozinho, Formosa e Camboinha.
A campinense Andreia Xavier está veraneando, mas fica atenta ao movimento dos filhos na água por conta dos riscos de acidentes com embarcações Foto: Rafaela Tabosa/ON/D.A Press
Praias lotadas em pleno dia de semana, de corpos expostos ao sol e água como refresco para altas temperaturas. O verão traz dias assim, atípicos para o cotidiano de trabalho e aulas na cidade. Na Grande João Pessoa, as águas mais claras do litoral de Cabedelo são preferidas entre os paraibanos, e também para os turistas que passeiam pela cidade no pico da estação.
Cercada de crianças, entre filhos e sobrinhos, Andreia Xavier permanecia atenta, mesmo com os olhos por atrás dos robustos óculos de sol. Ela, natural de Campina Grande, aproveita o período nas terras pessoenses, reconhece que as águas são calmas, mas é preciso atenção. "É calmo e perigoso ao mesmo tempo. E mais com criança, você sabe, né, tem que ficar de olho.". "Como aqui é uma área de maré mais baixa, é bem perigoso, pode acontecer de ter um acidente. Se não tiver de olho, em cima, pode acontecer. Saiu um daqui bem próximo.", contou.
Uma das normas é que as embarcações não podem circular a menos de 200 m da beira do mar, apenas para os casos de embarque e desembarque de passageiros, ou entrada e saída dos próprios veículos. Ainda assim, em baixa velocidade e com atenção redobrada. Para os banhistas a orientação é não se afastar tanto. "Não aconselhamos os banhistas a irem ao fundo, porque é perigoso. A gente faz esse tipo de orientação.", explicou o comandante Paolo Coirollo, coordenador da Operação Verão. O comandante especula que, ao menos nos locais de maior circulação, as praias do litoral cabedelense, mais de mil pessoas circulem no local. A Capitania dos Portos elaborou, ainda, um adesivo "Embarcação Legal" para as embarcações 100% legal, no intuito de incentivar os seus proprietários/condutores manter suas embarcações em condições de segurança para uma navegação em águas tranqüilas. Além da própria fiscalização dos procedimentos das embarcações, há atividades educativas, apoiadas pela distribuição de material informativo impresso, como o "dez mandamentos" para os donos dos veículos, tábuas de marés, folhetos com dicas de navegação, luzes marcas e sinais sonoros e luminosos e bandeiras.
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