Se as mulheres estão se tornando mais vulneráveis a enfartes, elas correm menos riscos do que os homens depois de sofrerem o ataque. A cardiologista Viola Vaccarino, da Emory University School of Medicine, em Atlanta, coletou dados de 916.380 pacientes do Registro Nacional de Enfarte do Miocárdio, num período de 12 anos, entre 1994 e 2006. As taxas de mortalidade decorrentes do enfarte diminuíram entre homens e mulheres ao longo do tempo analisado, mas o decréscimo foi mais significativo entre pessoas do sexo feminino.
As mulheres com menos de 55 anos foram as que apresentaram maiores reduções no risco de morte: 52,9%. Já entre os homens da mesma faixa etária, a queda foi bem menor, de 33,3%. Dos quase 1 milhão de pacientes analisados, 10% das mulheres e 25% dos homens tinham menos de 65 anos. Independentemente da idade, as pessoas do sexo feminino tinham um histórico maior de hipertensão, mas os fatores de risco não apresentaram diferenças significativas.
"O resultado pode ser atribuído ao melhor diagnóstico e tratamento de doenças coronarianas e seus fatores de risco, antes do enfarte agudo do miocárdio ocorrer", sugere Viola Vaccarino. Ela admite, entretanto, que as causas do decréscimo maior da mortalidade entre mulheres não estão completamente esclarecidas. O cardiologista Renault Ribeiro Jr., da clínica Cardiovita e do Hospital Santa Lucia, lembra que, além de um melhor preparo dos profissionais de saúde, os avanços tecnológicos possibilitam diagnósticos mais precisos e tratamentos avançados, o que beneficia todos os pacientes. Ele também ressalta, contudo, que as mulheres costumam procurar mais o médico do que os homens.
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Atualizado em 26|10|2009
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