Se você é uma daquelas pessoas que está pensando em aproveitar o tempo livre deste feriadão para ir à praia, cuidado! É que a diversão pode se tornar um problema quando o espaço das areias é muito disputado e a falta de educação impera entre os frequentadores. A "briga" pode envolver banhistas, esportistas, comerciantes e até animais, e transformar o inocente passeio em caso de polícia.
Vanderson e a esposa fogem da situações deselegantes trocando de lugar na praia Foto:Fabyana Mota/ON/D.A Press
"O ideal seria que as pessoas fossem educadas até mesmo na praia que é um local aberto a todos". Quem defende esse pensamento é a consultora de etiqueta Lourdinha Portela. Há mais de vinte anos trabalhando na área de consultoria, Loudinha garante que o problema da falta de etiqueta vem da criação recebida no ambiente familiar. "Não adianta tentar colocar mais educação em quem não consegue se colocar no lugar do outro", lamenta.
Segundo Portela, que ministra cursos para o Senac na Paraíba, a praia é um local onde é possível perceber facilmente a má educação. "Vemos famíliasinteiras ocupando espaços enormes nas areias, atletas praticando seu esporte favorito, gente jogando lixo ou forçando todo mundo a escutar sua música favorita, e animais fazendo suas necessidades. Falta consciência e empatia para alguns", resumi.
Uma das vítimas recentes desse problema foi o funcionário público Patrício Miranda. Ele, a esposa e um casal de amigos aproveitaram o feriado do Dia das Crianças para ir à praia de Tambaú, uma das mais movimentadas de João Pessoa. A diferença foi o horário escolhido, entre 6h30 e 7h30 da manhã. "Nossos amigos têm um bebê de cinco meses e minha mulher está grávida de sete meses por isso resolvemos ir cedo".
Mas nem o cuidado com a hora poupou os banhistas se sofrer com a falta de educação das pessoas. "Estávamos conversando quando um grupo de adolescentes se aproximou jogando futebol e encheu todo mundo de areia, além disso, a cada momento a bola ameaçava nos atingir", conta. O resultado é que a mãe da criança se chateou e começou a reclamar com os jovens. "Finalmente eles se tocaram e foram embora, mas foi constrangedor ter que brigar no dia de lazer".
Para Lourdinha Portela essa não é uma cena incomum em dias de muita agitação no litoral, mas pode ser resolvido com um pouco mais de atenção. "O simples gesto de sacudir uma canga deve ser feito de forma a não prejudicar ninguém, também não custa nada levar um saquinho para o lixo. Assim a praia estará sempre limpa". O cuiabense Vanderson Vitor da Silva que está de férias com a família na capital paraibana concorda com a consultora. "Pra mim esse é o maior problema". Uma das técnicas de Vanderson para não perder o passeio é não dar muita atenção aos que são expansivos e mudar de local caso a situação fuja ao controle.
Apesar de ser considerada o espaço mais democrático para um dia de descanso, a praia precisa ser usada com moderação. De acordo com o secretário de Infraestrutura da Prefeitura de João Pessoa, Hildevânio Macedo, pensando em evitar os transtornos comuns do Verão, o órgão está se reunindo com outras secretarias (a exemplo da Emul e Sudema), e com a Gerência do Patrimônio da União e associações para discutir estratégias do Projeto Orla. "A intenção é disciplinar o uso da orla e evitar os problemas comuns da estação", informa.
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Edição de domingo, 1 de novembro de 2009
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