O velho ditado popular "prevenir é melhor que remediar" serve também para o esporte. Apesar das mudanças tecnológicas que aconteceram nos últimos anos, principalmente com o surgimento de máquinas super modernas, o atleta continua sofrendo com as lesões. O tormento já vem de muito tempo em todas as modalidades esportivas. Os especialistas afirmam que não existe uma "mágica' para evitar as diversas contusões que ocorrem. A diferença é que algumas modalidades são mais frequentes que outras, dependendo do tipo de esporte.
Até aqueles que praticam apenas para manter a forma estão sujeitos a serem vítimas de alguma lesão. Na opinião do médico ortopedistaTirone Soares, especialista na área, com passagem pelo Botafogo na década de 70, a prevenção continua sendo o melhor caminho para qualquer esportista. De acordo com o especialista, as boas condições físicas, os equipamentos adequados, o ambiente onde pratica, além do local de treinamento, são fatoresessenciais para evitar o risco de contusão. "São detalhes simples que fazem a diferença. Infelizmente os dirigentes brasileiros não dão importância para o bom rendimento do atleta", frisou.
De acordo com Tirone, a prevenção de lesões no esporte, varia de acordo com diversos fatores: amplitude biomecânica dos gestos esportivos, de acordo com o condicionamento físico de cada atleta; o uso de equipamentos adequados para a prática do esporte visando a prevenção. Segundo ele, o futebol por exemplo, um dos esportes mais disputados no país e no mundo, o jogador tem que observar todos nos equipamentos que vai utilizar, entre eles, chuteira, caneleira e luvas (no caso dos goleiros). No atletismo, os atletas terão que verificar com muita atenção o terreno em que vão correr, o calçado e todo o ambiente da disputa. No salto com vara, o atleta terá que ter um equipamento resistente e flexível, em especial a vara e o colchão, que segura o participante depois do pulo. Já quem pratica esportes aquáticos, como natação e saltos ornamentais, terá que verificar a piscina, equipamentos adequados, além de observar se a prancha está adequada oficialmente. "Veja que cada caso é um caso, com todos sendo observados os cuidados necessários no momento da competição. Na maioria das disputas dificilmente acontece uma maior fiscalização por parte dos atletas e dos organizadores", explicou Tirone.
O médico alerta que os esportes coletivos oferecem mais riscos, já que os atletas se "chocam" com mais frequência. Ele exemplifica o futebol brasileiro e americano, futsal, beach soccer, handebol e o beach handebol. "O contato entre as pessoas provoca uma maior possibilidade de lesões, já que envolve o corpo a corpo. Existem até disputas mais acirradas, provocando lesões mais graves", comentou.
Para o especialista, a tecnologia ajuda na prepação do atleta, onde são avaliados fisiologicamente por médicos do esporte. Eles sofrem verdadeiros "super treinamentos" para ganhar massa muscular e condicionamento físico de verdadeiros velocistas ou fundistas. "Assistimos frequentemente atletas que chegam nos clubes e começam a ganhar corpo e massa muscular, principalmente os mais magros. É neste contexto que a tecnologia está presente com força para fazer do atleta um super herói", comentou.
Na opinião de Tirone a prevenção se torna um remédio importante para quem deseja diminuir as lesões. Ele ressalta que a preparação física, a força muscular e o condicionamento cardiorespiratório, não podem faltar para quem pratica qualquer tipo de esporte.
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Edição de domingo, 4 de outubro de 2009
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