Primeiro Caderno | Economia Edição de domingo, 4 de outubro de 2009
Qualidade de vida é o que encanta residentes
A consultora de Marketing, Edi Figueiredo, é paulistana e há dois anos fixou residência em João Pessoa. Durante todo esse tempo, mora em apartamento alugado, no bairro de Tambaú. "Escolhi a cidade pela qualidade de vida. Sou paulista e fugi do frio, da violência, da poluição e do estresse. Quando decidi morar no Nordeste, tinha proposta também de Fortaleza (CE) e Natal (RN). Na época, entrei em uma comunidade de relacionamento da Internet e descobri João Pessoa. A idéia inicial era ficar primeiro na casa de parentes no Recife, com minha filha de 8 anos, enquanto procurava residência aqui. Porém, uma amiga de João Pessoa me acolheu. Fui muito bem recebida na cidade de vocês. Essa é uma característica forte daqui", observou.
Foi também por causa desse espírito acolhedor da cidade que a psicóloga mineira Andréa Marques terminou se mudando para João Pessoa com o marido. "Faz três anos e meio que cheguei. Procurava uma vida tranquila. Pesquisando na Internet, descobri João Pessoa. Vim passar uma semana para conhecer. Depois, voltei para cá definitivamente. Passei quatro meses morando de aluguel. Depois, compramos nosso apartamento no Bessa. O acolhimento, a atenção, a educação e a honestidade do paraibano me conquistaram", garantiu.
Há ainda aquelas pessoas que estão em fase de planejamento para uma mudança radical de vida. É o caso da funcionária pública Edilene Barros Soares de Brito, que nasceu em Pernambuco e reside atualmente em Brasília. Ela já investiu em dois imóveis na capital paraibana. Agora, traça estratégias de uma vinda definitiva. "Pensei em voltar para Pernambuco e morar em Boa Viagem. Mas meu irmão disse que estava tudo muito violento por lá e me aconselhou João Pessoa. Em 2007, comprei o primeiro apartamento no Cabo Branco. No ano seguinte, comprei outro no mesmo prédio. Pretendo em três anos, quando me aposentar, morar definitivamente nessa cidade linda, calma e tranquila, juntamente com meu marido e filhas", garantiu.
Diante de toda a leva de visitantes, que terminam sendo "adotados" pelo pessoenseacolhedor, o presidente do Creci faz alguns alertas. Para ele, manter essa economia aquecida de forma auto sustentável requer políticas públicas adequadas, inclusive voltadas à geração de renda. "Vivemos em uma dependência do funcionalismo público. Precisamos nos desenvolver mais na construção civil e no turismo. Porém, esbarramos na falta de maturidade política. Ou seja, o que um governante faz, a oposição infelizmente não continua. Já perdemos muitas oportunidades e dinheiro, como aconteceu com o Prodetur II, que deixou a Paraíba a ver navios", destacou.
Como bem resumiu o presidente do Secovi-PB, Inaldo Dantas, "João Pessoa é uma grata surpresa", disse ele, se referindo ao encanto dos visitantes ao ver pela primeira vez a capital paraibana. Isso faz lembrar as palavras da paulista Edi Figueiredo, da mineira Andréa Marques, e da pernambucana Edilene Barros Soares de Brito.
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