Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de domingo, 4 de outubro de 2009
Terceira idade // Prevenção com vacinas
Após os 60 anos, o ideal é ficar atento às várias formas de imunização oferecidas para reforçar a saúde e tranquilidade
Naíza Alves // naizaalves.pb@diariosassociados.com.br
Dizem que quando o homem chega na terceira idade, volta a ser criança. Falando de experiências e histórias, isso não funciona, mas com relação à saúde, cai bem como uma luva. Os idosos precisam tomar cuidados típicos de criança, como se proteger mais exageradamente do sol, ficar de olho nos passos para não tropeçar e tomar vacina. Essa última é alvo de campanhas e não pode ser esquecida.
Dona Lili verifica sempre a carteira de vacinação para se proteger de doenças Foto: Rafaela Tabosa/ON/D.A/Press
Todos os anos, a televisão anuncia a Campanha de Vacinação com a gripe no idoso. Planfetos são espalhados por toda a cidade. Mas não é só assim que a terceira idade deve acompanhar o calendário. Outras vacinas nem são anunciadas. "Tem também a de pneumonia e as vacinas normais da rede pública, como tétano, que tem ser feito o reforço, e da hepatite B", informa o geriatra Glauco Herberth Maia. Por isso, os idosos tem que seguir um calendário próprio, verificando sempre quando tem que fazer seus reforços.
Isso não é um problema para Dona Lili, como é conhecida a aposentada Maria Barros Feitosa, de 67 anos. "Toda a vida eu tive cuidado com a saúde, mas a partir dos 50 anos a gente fica mais atento", afirma a aposentada. Depois de criar cinco filhos, ela agora acompanha a própria carteira de vacinação e exige dos filhos que tenham o mesmo cuidado com os netos. "Eu acho que é de suma importância, porque evita certas doenças", diz Dona Lili.
O geriatra Glauco Herberth ainda explica que, apesar de importante, a vacina não pode ajudar sozinha. "A vacina é mais um dos cuidados para prevenir infecções, mas não dispensa uma boa alimentação, atividades físicas e o tratamento das doenças que o idoso já tem", esclarece o especialista. Dona Lili tem um"O desdém pela oratória, em certos homens de ação, é até uma elegância.
Que obrigação têm Alexandre, Napoleão, Lee, Caxias, Marshall, Santos Dumont, de serem oradores? (in "Um império mercantil" - 6.11.1954)a agenda lotada de atividades. Ela participa de clubes e não abre mão das refeições saudáveis. Tudo isso ajuda a manter a aposentada saudável e até mais jovem.
Cada vacina é importante e não deve ser esquecida. "A vacina gera imunidade, atuando no sistema imunológico. Então, o organismo já conhece o vírus e se defende", diz o geriatra. A de gripe, por exemplo, reduz em um terço a necessidade de hospitalização e em 50% o risco de morte. Nos idosos é mais comum que essa vacina falhe, mas eles não devem deixar de tomar, principalmente porque ela perde o efeito depois de um ano e de qualquer forma, o vírus costuma mudar e criar resistência à última vacina. Além disso, a gripe pode virar uma pneumonia.
Por tudo isso, é importante ficar atento à carteira de vacinação. O calendário varia de acordo com a validade da imunização de cada doença. "Pneumonia, o reforço é de 5 em 5 anos. Hepatite são três doses. Você toma a primeira, depois de um mês, toma a segunda e no outro mês, a terceira. E depois não precisa mais de reforço", alerta Glauco. Quanto às outras vacinas, Dona Lili dá a receita. "Eu tomo a vacina da gripe uma vez por ano, e a antitetânica,de 10 em 10 anos", ensina a aposentada.
Caso não saiba como acompanhar essa rotina de vacinação, todo idoso pode procurar um especialista, o que é indicado mesmo para quem sabe de cor as datas das vacinas. "O meu plano de saúde tem o cuidado de indicar as vacinas", diz Dona Lili. E quem não tiver esse privilégio... "O melhor é procurar os postos de saúde. Eles informam as vacinas que estão disponíveis e quais o idoso deve tomar", conclui o geriatra.
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