A primavera chegou há menos de 15 dias, mas o sol aparenta ser de verão total. O problema é que com o aumento da temperatura, as doenças como o câncer de pele estão cada vez mais comuns. Dados da Secretaria de Saúde de João Pessoa revelam que só este ano morreram quatro pessoas vítimas de câncer de pele. O número é maior que a soma dos dois últimos anos. Em 2007 morreram três pessoas e em 2008 foi constatada uma morte causada pela doença. Para este ano, a Secretaria de Saúde do Estado informou que para cada 100 mil pessoas a incidência é de 1.940 novos casos de câncer de pele na Paraíba.
dermatologista Ana Luiza, que integra a Sociedade Paraibana de Dermatologia, alerta a população sobre a exposição excessiva ao sol. "É bom evitar a exposição ao sol depois das 10h e antes das 15h. Quem precisar ficar sob o sol, o filtro solar é indispensável", disse.
A médica destaca também que acessórios como roupas de manga longa, que protejam os braços são uma boa opção para quem precisa ficar em baixo do sol. O uso do guarda-sol de tecido seria o mais indicado para enfrentar esta época do ano segundo a Dermatologista.
Ela lembra que existem roupas, viseiras e acessórios de uma forma geral que estão sendo confeccionados com protetor solar. Estas precauções diminuem os riscos de doenças causadas pela exposição ao sol, que pode causar desde o câncer de pele, manchas, envelhecimento precoce, entre outras patologias.
Quem precisa trabalhar ao ar livre como os agentes de trânsito, todo cuidado é pouco. A categoria não dispensa o protetor solar e agora começaram a usar fardamento com proteção contra os raios ultravioletas do sol. "A empresa dá a gente o protetor. Estou usando um de fator 60. Vai fazer um mês que estamos usando farda de manga comprida que tem proteção solar", disse o agente de trânsito José Alberto Vicente.
Ele disse que tem um amigo que é agente de trânsito que teve câncer de pele. "Depois que ele descobriu que tinha câncer de pele no nariz, passou a trabalhar no setor interno da empresa", acrescentou Vicente.
Apesar de algumas repartições públicas e empresas privadas adotar esta medida para a saúde do trabalhador, muitos funcionários que trabalham ao ar livre ainda vão ao sol sem proteção oferecida pela empresa. Outros como no caso das policiais da academia da Polícia Militar que dão aulas de Educação Física no Busto de Tamandaré, na praia de Tambaú também requerem cuidados. "A nossa exposição ao sol é bem menor do que a dos policiais da ciclo patrulha, que já estão trabalhando com camisa de manga longa. Mas, antes de vim a praia fazer a atividade coloco protetor solar", ressaltou Marília Figueiredo.
A turista Cecília Arai, que mora em São Paulo e veio a João Pessoa a passeio, disse que o sol está muito quente. "Lá em São Paulo não saio sem o protetor solar fator 50. Aqui, nem me arrisco a colocar o rosto fora do hotel sem um protetor fator 60. E passo no corpo todo", frisou. Ela também não dispensa o chapéu para evitar os raios solares.
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Edição de domingo, 4 de outubro de 2009
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