Primeiro Caderno | Dia-a-dia Edição de domingo, 4 de outubro de 2009
Reações aos aditivos alimentares
Se por um lado os aditivos alimentares tornam os alimentos mais atrativos no sabor e na aparência, eles podem afetar a saúde causando alergias ou trazendo outros prejuízos. O alumínio, por exemplo, princípio original dos antiumectantes e antiaglomerantes, é conhecido por causar problemas na placenta durante a gravidez e está diretamente ligado ao Alzheimer, Parkinson e osteoporose. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o ciclamato, usado como adoçante, pode produzir cancro, mutações ou alergias. Essa substância está proibida para consumo nos Estados Unidos, Japão, Inglaterra e França. Seu uso é contraindicado para grávidas.
O médico pediatra alergista e imunologista Giordano Targino, afirma que as crianças são mais suscetíveis às reações alérgicas que os aditivos alimentares possam causar. Segundo ele, um dos mais comuns, ingeridos pelas crianças, principalmente, em salgadinhos de pacote, é o corante amarelo tartazina que pode causar urticária ou atingir o sistema respiratório causando tosse, falta de ar, ou ainda o sistema digestivo, com diarréias e dor abdominal. A eritrosina que proporciona cor avermelhada, é um dos corantes mais estudados e pesquisados pela ciência. Está ligada a tumores na tireóide de ratos cobaias. Alguns alimentos coloridos artificialmente são suspeitos de causar reações que vão da hiperatividade nervosa à depressão e sintomas parecidos com a asma em indivíduos sensíveis.
Para o médico Giordano Targino, o problema está em diagnosticar a doença. "Identificar qual a substância está causando prejuízo à saúde é difícil pela falta de testes laboratoriais para serem aplicados nessa área. O teste mais comum é o de provocação oral, que consiste na ingestão da substância pelo paciente a observação da reação. Mas deve ser feito com acompanhamento médico", esclareceu.
Ele aconselha que a mãe ou o responsável deve evitar como puder alimentos artificiais. A alimentação deve ser a mais natural possível. Ingerir muita água e sempre observar as possíveis reações nas crianças. "Não existe um tratamento que cure definitivamente. São realizados apenas tratamentos de curto prazo que combatem a crise. A solução é, depois de identificar a origem da alergia, evitar o alimento que contém o aditivo", ensinou Giordano Targino.
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