Carlos José dos Santos e sua mulher Edileuza Oliveira dos Santos, responsável por uma chacina, ocorrida na madrugada de 09 de julho deste ano, no bairro do Rangel, que chocou a Paraíba e alcançou repercussão nacional, serão defendidos por dois defensores públicos. Esta semana o juiz Marcos William de Oliveira, titular do 1º Tribunal do Júri Popular de João Pessoa nomeará os advogados públicos que vão defender os acusados. Até o momento os dois não apresentaram advogados para fazer a defesa das acusações.
Segudo o juiz Marcos William de Oliveira existe no 2º Tribunal do Júri Popular de João Pessoa três defensores públicos. Caso nenhum queira funcionar na defesa do casal será solicitada à Procuradoria da Defensoria Pública da Paraíba a designação de um defensor público para os acusados.
Carlos José dos Santos permanece recolhido no Presídio PB-01 de Jacarapé e sua mulher no Presídio de Mulheres de Mangabeira. Os dois são acusados da autoria de cinco assassinatos brutais, sendo uma mulher grávida de quatro meses de gêmeos. Os únicos sobreviventes da tragédia foi uma criança de 11 anos, que no momento do massacre ficou embaixo da cama, presenciando o assassinato da família, uma criança de seis anos, que foi ferido foi levado para o Trauma e depois de vários dias recebeu alta.
O casal é responsável pela morte de cinco pessoas de uma mesma família no bairro do Rangel desferiu 106 golpes de faca e facão nas vítimas, segundo constatação dos médicos-legistas do Depoartamento de Medicina Legal, que assinam os laudos cadávericos. Carlos José dos Santos e sua mulher Edileuza Oliveira dos Santos agiram com requinte de crueldade.
Segunco o laudo pericial Moisés Soares dos Santos, 33 anos, pai das crianças, foi golpeado 46 vezes. Do total de ferimentos,12 foram na cabeça e o restante em outras partes do corpo. A mãe das crianças, que estava grávida de gêmeos, Divanise de Lima Santos, 37 anos, foram desferidos 20 golpes, sendo oito deles na cabeça. A menina Raissa, de apenas 3 anos, foi brutalmente assassinada com 14 golpes de facão, a maioria na cabeça. Já o garoto Ray, de 4 anos, foi ferido 12 vezes e Cinthia Raquel Soares dos Santos, de 10 anos, foi golpeada 17 vezes todos na cabeça.
Os laudo em poder da Justiça descrevem que as vítimas foram golpeadas dezenas de vezes em sequência e tiveram diversas parte do corpo esfaceladas a golpes de facão. A mãe das crianças assassinadas, Divanize Soares dos Santos, 37 anos, estava grávida de gêmeos e morreu dois dias depois no Hospital de Emergência e Trauma da Capital.
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Edição de quarta-feira, 19 de agosto de 2009
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