A aposentadoria do carburador avança de forma irreversível, já que o componente vem sendo substituído pela tecnologia da injeção eletrônica de combustível. Primeiro foram as motocicletas de rua, que circulam em ambientes mais previsíveis, para depois equiparem os modelos fora de estrada. A Honda, que já dispunha do sistema para o modelo motocross CRF 450R, lançou, nos Estados Unidos, a irmã menor CRF 250R, já como versão 2010, também equipada com injeção eletrônica.
Motor ganhou novo sistema de refrigeração e quadro é derivado da CRF 450 R Foto: Honda/Divulgação
Apresentada em 2004, equipada com motor do tipo quatro tempos, a CRF 250R ainda era carburada, enquanto algumas conterrâneas japonesas do mesmo segmento e cilindrada, como a Kawasaki e Suzuki, já contavam com o sistema. Agora, a Honda tenta descontar o atraso. Curioso é que no campeonato japonês de motocross, usado como laboratório de desenvolvimento, a moto de fábrica já usava injeção. E mais curioso ainda é que a montadora, por conta da crise, resolveu se retirar da disputa em seu próprio país.
A evolução tecnológica permitiu a adoção de um sistema de injeção eletrônica que dispensa até a bateria, reduzindo o peso. Para facilitar a tarefa e deixar o pedal mais leve, a moto ganhou novo descompressor. Quando o piloto dá a pedalada, as voltas do virabrequim já fornecem energia para acionar o sistema, que conta com central eletrônica e bomba de combustível dentro do tanque. Outro efeito colateral da injeção eletrônica foi a redução do tanque em 1,6 litros, passando para apenas 3,8 litros, reduzindo ainda mais o peso. É que o consumo caiu com a precisão do sistema.
Outra inovação é que, em vez da caixa de ferramentas, da chave de fenda, da experiência e ouvido do mecânico para regular o carburador, o piloto agora conta com programas de computador, desenvolvidos pela própria Honda, que podem ser plugados na moto, ajustando exatamente o motor conforme a altura da pista em relação ao nível do mar, a umidade relativa do ar, a qualidade do combustível, tipo de tocada etc. Tudo com um clique e sem graxa. Ficou menos romântico, mas muito mais prático e rápido. O motor também ficou mais compacto e o escape, mais leve e curto, para centralizar e reduzir as massas.
Com 249,4cm3, o propulsor ganhou também novo sistema de refrigeração. O quadro de alumínio é perimetral de quinta geração, derivado da irmã maior CRF 450R. A suspensão dianteira é Showa, invertida, com tubos de 48mm de diâmetro e 310mm de curso. A suspensão traseira, mono, também Showa, tem 340mm. Ambas são reguláveis. Os freios são a disco, com 240mm, do tipo wave. A nova CRF 250R custa, nos Estados Unidos, US$ 7.999. A Honda já importa oficialmente o modelo.
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Atualizado em 30|07|2009
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