O mês de julho terminou com o registro de 42 assassinados violentos na Grande João Pessoa. O maior número de homicídios ocorreu em João Pessoa praticados com requites de brutalidades. Um dos crimes com requintes de perversidade foi o do homossexual Joilson dos Santos da Silva, de 20 anos, conhecido por "Bianca". Ele foi assassinado no interior de sua residência na madrugada do dia 21 e, em seguida, jogado dentro de uma tubulação de água, existente na rua da Alegria, no Bairro dos Novais, sendo encontrado dias depois em estado de purtrefação.
Segundo foi constatado pela polícia o maior número de assassinatos ocorreram em João Pessoa seguido depois por Bayeux, Santa Rita e Cabedelo. O maior número de morte foi praticado por arma de fogo(revólveres e pistolas), segundo levantamento feito pela polícia. Dos assassinatos registrados no mês de julho a maioria foi praticada em circunstâncias misteriosas, durante à noite e madrugada, difultando a polícia adesvendar as mortes por não haver testemunhas. Os locais em que ocorreram os crimes são de pouco fluxo de pessoas ou por ser em matagais. Em outros casos, os crimes foram praticados em locais movimentados, mas as pessoas recusam a falar sobre os crimes, temendo represália por parte das pessoas envolvidas nos assassinatos.
Como a maioria diz respeito a crimes de autoria desconhecida, os assassinatos estão sendo apurados pela Delegacia de Crimes Contra a Pessoa, que tem como titular o delegado José Guedes, que conta com o apoio de três delegados adjuntos. A delegacia funciona na Central de Policia, no Varadouro.
Outro crime que chocou a população foi a chacina do bairro do Rangel, que causou revolta e foi noticiário nacional devido ao modo como foi praticado. O crime resultou na morte de cinco pessoas de uma mesma familia, incluindo uma mulher grávida de quatro meses de gêmeos. As vítimas foram chacinadas no interior de sua residência com mais de 100 golpes de facão e faca peixeira, no início do mês. O crime ocorreu no dia oito pela madrugada quando Carlos José da Silva Soares, 25, e sua mulher Edileuza Oliveira dos Santos, 33, invadiram uma residência situada à rua Osvaldo Lemo.
As vítmas foram Moises Soares dos Santos, a esposa Divani Lima dos Santos(gravida de gêmeos), os filhos Raquel (10 anos), Raissa(02 anos) e Rai(03 anos). Sobreviveram da chacina o menor Priciano dos Santos Soares, de 11 anos, que se escondeu debaixo da cama e ficou presenciando seus irmãos e pais serem chacinados sem puder fazer nada e Rain Soares da Silva, de 06 naos, que sofreu vários ferimentos pelo corpo.
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Edição de segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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