O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), aliado do governador José Serra, vive um drama shakespeareano em Pernambuco. Apontado como responsável pelo principal palanque da oposição no Nordeste, não sabe se será candidato contra o governador Eduardo Campos (PSB). Caciques da oposição pernambucana, os senadores Marco Maciel (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB) e o deputado Raul Jungman (PPS) não sabem o que fazer.
Crise, que crise?
Para o Palácio do Planalto, apesar das novas denúncias, a crise política no Senado acabou. Embora senadores da base aliada (leia-se , do PT) ainda tentem jogar para a arquibancada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu restabelecer o bloco de apoio governista na Casa ao reaproximar as bancadas do PMDB e do PT. Com isso, a possibilidade de afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teria sido de fato sepultada.
O desgaste do ex-presidente da República no cargo, em razão das denúncias de clientelismo e patrimonialismo contra ele e seus familiares, é outro problema que caberia a ele administrar ao longo do mandato. Nada impede que novos fatos desgastem Sarney ainda mais. Porém, segundo o Planalto, não seriam capazes de desestabilizar a aliança PMDB-PT.
Lula avalia que o velho cacique maranhense não renunciará. Isso fragilizaria a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), sua filha, e o empresário Fernando Sarney, seu filho mais velho. Além disso, PSDB e o DEM, na luta para apeá-lo do cargo, também foram chamuscados por denúncias.
Relaxou
O governo está conformado com a instalação da CPI da Petrobras. Avalia que seu funcionamento é irreversível, apesar de considerá-la absurda. A crise ética do Senado, porém, acabou por acomodar a disputa entre os líderes do PMDB, Renan Calheiros (AL), e do PT, Aloizio Mercadante (SP). Por causa da CPI, a bancada petista terá que manter seu apoio a Sarney. E o PMDB não poderá usar a CPI para exigir mais cargos no governo.25 anos.
Belo da tarde
Notívago inveterado, o governador de São Paulo, José Serra, comanda a locomotiva do país depois das cinco da tarde. O tucano inferniza a vida dos auxiliares com ligações telefônicas, torpedos e e-mails até a madrugada. Reserva as manhãs e o horário do almoço para encontros políticos no qual destila veneno contra os desafetos e desce a lenha no Banco Central.
Eis a lista
Aloizio Mercadante (PT-SP), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Delcídio Amaral (PT-MS), Demostenes Torres (DEM-GO), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Heráclito Fortes (DEM-PI), José Agripino (DEM-RN),Marcelo Crivela (PRB-RJ), Marco Maciel (DEM-PE), Marina Silva (PT-AC), Paulo Paim (PT-RS), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).
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Edição de domingo, 12 de julho de 2009
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