No Brasil, uma terapia com células-tronco testada em 20 diabéticos do tipo 1 está em curso desde 2007 e é considerada promissora por especialistas da USP de Ribeirão Preto envolvidos na experiência. Embora seja restrito a pacientes recentemente diagnosticados, o tratamento conseguiu livrar 10 deles das aplicações diárias de insulina. "Retiramos células tronco da medula do próprio paciente, inativamos o sistema imunológico por meio de uma quimioterapia e transplantamos as células na veia dos diabéticos. Não podemos falar em cura ainda, mas é uma luz no fim do túnel, porque 50% dos transplantados passaram a tomar doses bem menores de insulina. A outra metade dos pacientes teve a atividade do pâncreas normalizada, produzindo o hormônio sem precisar de remédios", avalia o epidemiologista Júlio Voltarelli, um dos coordenadores do estudo.
Algumas novidades sobre medicamentos foram apresentadas no Congresso Americano de Diabetes, realizado em junho, em Nova Orleans (EUA). Mas o endocrinologista de Brasília Reginaldo Albuquerque explica que a necessidade de conscientização foi a mensagem principal do encontro. "A informação é grande aliada dos pacientes que precisam conviver com a doença. É preciso atentar aos menores sinais, pois a diabetes é uma doença que chega silenciosamente, com sintomas vagos. O sucesso de novas terapias continuam dependendo do controle da dieta e dos hábitos saudáveis", aponta.
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Atualizado em 29|06|2009
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