A professora e psicóloga da Universidade de Brasília (UnB) Suely Salles Guimarães lembra que o impacto psicológico da obesidade também é devastador. De acordo com ela, a população de baixa renda vem engordando muito e contribuindo para o aumento dos índices no Brasil. "As calorias são baratas. Alimentos extremamente calóricos e prontos estão muito mais acessíveis do que as frutas e verduras, cada dia mais caras", explica a especialista.
Cuidados evitam briga com a balança Foto: Beto Novaes/EM/D.A Press
Coordenadora do Programa de Assistência e Pesquisa em Obesidade do Hospital Universitário de Brasília por quatro anos, Suelly conta que acompanhou o drama de muitos doentes. "Os obesos são vítimas de discriminação e tornam-se pessoas oprimidas e depressivas. Ninguém é gordo porque quer, e se livrar da doença exige um esforço bem maior do que simplesmente emagrecer. É preciso perder peso e manter-se em forma", completa.
A consultora técnica da Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Mariana Pinheiro, afirma que o órgão tem trabalhado emprotocolos que visam melhorar o entendimento dos adultos e das empresas que processam alimentos em relação à alimentação saudável. "Damos ênfase em ações para previnir a obesidade infantil. Começamos a preparar tutores que atuarão nos estados para incentivar a alimentação complementar saudável no início da infância. A conscientização também foi reforçada nas escolas", diz.
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Atualizado em 29|06|2009
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