Insistência de comerciante para cliente aceitar produtos no lugar do troco é caracterizada como prática abusiva
Isabella Araújo // isabellaaraujo.pb@diariosassociados.com.br
Um hábito muito comum hoje em dia é diante da compra de um produto, seja na farmácia, na padaria ou no fiteiro mais próximo, é o que acontece, muitas vezes, na hora de passar o troco receber do vendedor uma bala ou um bombom. E muito embora nenhum órgão de Defesa do Consumidor (Procon) em João Pessoa ou mesmo a Procuradoria do Consumidor tenham recebido qualquer reclamação sobre esse tipo de procedimento, a insistência do comerciante com essa prática caracteriza um abuso ao consumidor. O que o consumidor não sabe é que se não quiser aceitar esse tipo de oferta, deve exigir que o vendedor entregue a diferença em dinheiro.
Alguns estabelecimentos chegam a oferecer balas de troco na falta de moedas Foto: Fabyana Mota/ON/D.A Press
"Há casos que caracterizam uma venda casada dissimulada", argumenta o coordenador do Procon municipal, Watteau Rodrigues. Ele informa que no último mês de março, uma farmácia foi autuada no Rangel por orientar os funcionários a oferecerem produtos ao invés do troco, "de forma expressa inclusive em documento", disse Watteau Rodrigues,que acredita que a prática muitas vezes tenta enganar o consumidor.
O procurador do consumidor na Paraíba, Glauberto Bezerra, também avisa que essa conduta é passível de multas: "O consumidor deve procurar os órgãos de defesa do consumidor e a curadoria para que o estabelecimento seja inscrito no sistema", explica Glauberto Bezerra, acrescentando que a aplicação de multas vai depender do porte do estabelecimento, da forma como vem praticando esse abuso e do número de ocorrências. "O consumidor não é obrigado a aceitar esse tipo de imposição", reforça o procurador do consumidor.
O dono da banca Chalon, no Mercado Central de João Pessoa, José Ronaldo Alves, explica que pela falta de moedas disponíveis para o troco, ele sempre tem de recorrer a um colega de um ponto vizinho para poder entregar as moedas aos clientes. "Sinto dificuldade para passar o troco. Às vezes o pessoal não quer balas e eu procuro um amigo que troca o dinheiro", explica o dono da venda.
A comerciante dona do fiteiro Nossa Senhora de Lourdes, também no Mercado Central, explica que dificilmente entrega o troco através de balas: "Pode acontecer, mas é muito difícil", diz, acrescentando que as pessoas preferem mesmo o dinheiro. O cliente da vendedora, Manoel Rodrigues de Melo, que parou no fiteiro para tomar um cafezinho, afirmou que não enfrenta dificuldades com o troco: "Procuro sempre separar o dinheiro certo quando vou comprar", argumentou Manoel.
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Atualizado em 29|06|2009
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