O segredo da toxina botulínica A está na capacidade de bloquear a transmissão de sinais entre as células nervosas, levando os músculos a relaxar. De acordo com Valentina Maric, fisioterapeuta de Russel, a toxina botulínica pode ser usada para tratar a espasticidade - aumento do tônus muscular - em pessoas com lesões cerebrais, esclerose múltipla ou sequelas decorridas de derrame e danos à medula espinhal. A toxina botulínica, no entanto, não dura para sempre no organismo. A substância perde sua eficiência depois de três meses e, após o prazo, o paciente precisa ser reavaliado por um especialista.
Estudos sugerem emprego da toxina para assistir pessoas com lesões cerebrais Foto: Monique Renne/Especial para o CB
Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do Serviço de Reabilitação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Sérgio Lianza disse que a capacidade de reduzir a contração muscular levou a toxina botulínica a ser amplamente usada na década de 1970 como tratamento para os casos de estrabismo, à medida que ela possibilitava o reequilíbrio da musculatura que movimenta os olhos. "O médicoespecializado em reabilitação pode injetar a toxina em músculos pré-selecionados por meio de exame clínico. Após duas semanas, o relaxamento atinge o máximo de seu efeito e se mantém por cerca de três meses", explicou.
"Casos como o de Russel são tratados de maneira semelhante no Brasil desde 1995", garante Lianza. De acordo com ele, o Centro de Reabilitação da Santa Casa de São Paulo foi pioneiro na terapia com botox. "Hoje, tratamos cerca de 100 pacientes por ano com medicação fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS)", acrescentou.
Voltar
Clique na imagem para
vê-la maior
Atualizado em 22|06|2009
Edições
anteriores
Selecione a data do
O NORTE que você
deseja visualizar
Copyright
- JornalONorte.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
atendimento.pb@diariosassociados.com.br