Vice-campeão olímpico, semifinalista da Copa do Mundo, liga nacional com craques consagrados, país-sede de um Mundial, vitória sobre a Seleção Brasileira, 4º lugar no ranking da Fifa e finalista da Copa das Confederações. Falando assim, sem pontuar os períodos, o futebol dos Estados Unidos poderia ser apontado como um dos mais emergentes. Mas os maiores feitos dos norte-americanos realmente não foram agregados. As informações acima estão nos respectivos anos: 1904, 1930, 1977, 1994, 1998, 2006 e 2009. Longos intervalos, separados pelo aparente desinteresse da superpotência (econômica e esportiva) no esporte mais popular do planeta.
Norte-americanos surpreenderam ao eliminar a favorita Espanha nas semifinais Foto: EFE/Carl Fourie
Um país que sequer chama o futebol de "football", como os ingleses, mas sim de "soccer" - termo adotado em 1974, para não confundir com o esporte mais popular do país, o "futebol americano". Um país que neste domingo dará um dos passos mais importantes em sua evolução centenária no futebol jogado por todos. Evolução lenta, é verdade, mas gradativa. Coincidentemente, os EUA, que rivalizam com o México na Concacaf, voltaram a crescer nos anos 90, quando passaram a disputar todos Mundiais, gerando um novo clico profissional. Após a Copa de 1994, cujos estádios americanos proporcionaram a maior média de público dos Mundiais (incríveis 68.991 torcedores), foi criada um novo torneio (Majo League Soccer, a MLS), com times como DC United e Los Angeles Galaxy. Este último, por sinal, chegou a contar com o meia inglês David Beckham, em 2007. Neste período, o time treinado por Bob Bradley também foi ganhando o seu espaço e revelando novos jogadores (como o atacante Atidore, 19 anos). Há quem diga que assim como o Brasil, os EUA são o país do futuro na bola.
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Edição de domingo, 28 de junho de 2009
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