Diante da surpresa norte-americana, Brasil tem a chance de se tornar o maior vencedor do torneio
Copa das confederações
Dunga tem tudo para consolidar a boa fase do Brasil na final da Copa das Confederações diante dos EUA, hoje, às 15h30, no estádio Ellis Park, em Joanesburgol. Uma escalada que começou com ele mesmo, na vaga conquistada com o título da Copa América de 2007. Agora, mais uma final no caminho da Canarinha, contra os surpreendentes norte-americanos. O Brasil, que vem de sete vitórias seguidas, tenta o 3º título na competição (feito que deixaria o país como o maior vencedor, passando a França), enquanto os Estados Unidos vivem aquele que talvez seja o melhor momento da seleção do país, numa final intercontinental da Fifa, após ter eliminado a Espanha na semifinal, campeã europeia e que estava há 35 jogos sem perder.
Concorrendo ao prêmio de melhor jogador, Kaká é a esperança da seleção brasileira Foto: EFE/Antonio Lacerda
Para muitos, a "final" seria Brasil x Espanha. A derrota espanhola na semi serviu até mesmo de lição para o grupo verde e amarelo. "Foi uma surpresa muito grande. Era a final que todos esperavam, mas o Brasil fez sua parte e eles não fizeram a deles. Então agora é pensar nos Estados Unidos", afirmou Luís Fabiano, que já começa a ganhar status de intocável no ataque. Segundo o meia Kaká, a presença dos EUA na final não desvaloriza a competição. "A Espanha não aproveitou sua oportunidade, e Brasil e Estados Unidos fazem a final merecida", disse.
O Brasil só deve ter mesmo o desfalque de Juan, que segue lesionado e vetado pelo DM. Luisão, que ocupou a vaga na semifinal, deverá ganhar novamente a 'briga' com Miranda. Já os americanos também tiveram a sua lição, dada pela África do Sul. Mesmo derrotada na semifinal, a nação africana marcou bem o Brasil, sofrendo um gol apenas no fim da partida. "Na primeira vez, jogamos intimidados contra eles (brasileiros). Jogamos com muito respeito. Depois conseguimos desenvoltura ao longo da competição. Conseguimos nos impor contra a Espanha e temos que nos impor contra o Brasil", disse o capitão dos EUA, o lateral-esquerdo Carlos Bocanegra. Segundo o técnico Bob Bradley, o sucesso da equipe passará na anulação de Kaká e Robinho. Não parece fácil, Bob.
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Edição de domingo, 28 de junho de 2009
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