Casais, cuidado! se vocês têm o hábito de guardar no computador fotos de momentos de suas intimidades, as imagens podem estar sendo acessadas em todo mundo através da internet. Esse tipo de crime tem sido uma prática crescente em todo mundo e João Pessoa já registra diversos casos de casais que tiveram suas fotos roubadas e estão sendo usadas indevidamente através da rede mundial de computadores. O titular da Delegacia de Falsificações e Defraudações da capital, Antonio Magno Toledo, alerta que esse tipo de crime vem ocorrendo com frequência e as pessoas não se dão conta que estão tendo sua privacidade invadida pelos hackers de plantão.
Fotografias podem ser roubadas mesmo sem estarem disponíveis Foto: Ovidio Carvalho/ON/D.A. Press
A Delegacia de Defraudações recebeu queixas de pessoas que tiveram fotos roubadas de seus computadores mesmo sem que estas tivessem sido colocadas em sites de relacionamentos. O delegado Magno Toledo reconhece que há muitas dificuldades para identificar os responsáveis pelo roubo de imagens porque não há uma legislaçãoespecífica sobre esse tipo de delito, o que faz com que as pessoas que infringem as normas ao usar a internet não sofram punição. Em caso de identificação, o autor do delito poderá ser processado por furto, cuja pena chega no máximo a quatro anos de detenção.
Segundo o delegado Magno Toledo, há muito constrangimento por parte das vítimas desse tipo de crime, por isso, muitas pessoas preferem não prestar queixa para não expor ainda mais a sua intimidade já que há uma série de procedimentos que faz necessário a visualização das imagens por parte dos integrantes dos órgãos de investigação.
Vítimas de roubo de fotos com cenas íntimas contaram na delegacia que não sabem como suas imagens foram parar na internet. Sem esconder o constrangimento, uma estudante que se deixou fotografar durante relação sexual com o namorado, disse na delegacia que ao se envolver intimamente com ele em nenhum momento passou pela cabeça que as fotos fossem parar na internet.
O delegado revela que para a pessoa que foi vítima de roubo de imagens não basta prestar queixa na polícia. A vítima precisa ir a um cartório e fazer o registro de ocorrência. Um funcionário do cartório vai acessar a internet para fazer constar em livro todos dados do site onde as fotos foram hospedadas. De acordo com o delegado, o registro em cartório será a prova do crime caso as fotos sejam retiradas da internet.
Além do funcionário do cartório, mais pessoas terão acesso às imagens depois da queixa na polícia. Tratam-se dos peritos do Instituto de Polícia Científica (IPC), encarregados de realizar a análise das imagens para dizer se elas são autênticas ou foram montadas.
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