Oitenta por cento dos reservatórios da Paraíba estão cheios em virtude das chuvas que caíram no Sertão e que agora se deslocam para o Litoral. De toda a capacidade de armazenamento do Estado, 96% estão garantidos, pelo menos até o próximo ano. No entanto, apesar de parecer uma boa notícia, a presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB), Cibele Frazão, observou que há um déficit hídrico em alguns pontos, a exemplo de Massaranduba. Por isso, é preciso garantir reserva de água para mais de um ano, já que esta é apenas uma das áreas onde as chuvas não ocorrem com frequência.
Aesa-PB está preparando o Plano Estadual de Recursos Hídricos para otimizar a oferta do líquico em todo o estado Foto: Ovidio Carvalho/ON/D.A. Press
Para encontrar alternativas que ajudem a otimizar a oferta de água, dentro do Projeto de Integração do Rio São Francisco, no Estado, a Aesa-PB está preparando o Plano Estadual de Recursos Hídricos. O órgão está trabalhando, inclusive, para assegurar a gestão no aspecto de quantidade e qualidade, visando o desenvolvimento sócioeconômico e a garantia deabastecimento.
Além destas ações, está prevista a construção de algumas adutoras. Outras estão em processo de edificação ou melhorias. Entre as adutoras citadas pela presidente da Aesa estão a São José, Acauã e Translitorânea. "Temos projetos para a chegada de outras, mas antes precisamos saber como serão usadas as águas da transposição do Rio São Francisco. A porção do eixo leste, que levará água para Campina Grande, deverá estar pronta até o final do ano e será entregue pelo governo federal. "Os trabalhos estão acontecendo", ressaltou a presidente da Aesa. Em algumas áreas, parte da vegetação está sendo suprimida, mas a expectativa é que tudo dê certo, já que a intenção é garantir o abastecimento de água e uma melhor qualidade de vida das populações que sofrem com a escassez.
De acordo com o representante do Ministério da Integração Nacional, Demetrios Christofidis, que esteve em João Pessoa esye mês, participando do I Seminário para Proposição do Plano Nacional de Infraestrutura Hídrica (PNIH), a meta agora é construir um plano de infraestrutura hídrica que possa garantir água para diversas finalidades, como abastecimento humano e geração de alimentos, sempre respeitando o meio ambiente. Para isso, será necessário buscar apoio junto a entidades de governo, iniciativa privada e a população.
Junto com a equipe do Ministério da Integração, Christofidis está visitando todos os estados da região Nordeste para ter uma visão geral que ajude a estabelecer prioridades e projetos emergenciais para asseverar água potável, além da realização do tratamento de esgotos para evitar a contaminação dos mananciais. "A Paraíba tem eixos de adutoras intermunicipais que são seguros para garantir o abastecimento e água de qualidade", afirmou.
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Edição de domingo, 28 de junho de 2009
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